Médica alerta para a importância de conversar com os filhos sobre sexualidade

21/02/2020
Ginecologista Natacha Machado diz que não é preciso esperar a idade certa para abordar o tema em casa: o importante é esclarecer as dúvidas de crianças e adolescentes à medida que forem surgindo

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Lançada no início de fevereiro, a campanha do governo federal que incentiva a abstinência sexual como forma de prevenção à gravidez na adolescência vem dando o que falar. Com o lema “Adolescência primeiro, gravidez depois”, a iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Mulher, Direitos Humanos e Família pretende retardar o início da vida sexual dos menores de 15 anos e debater os riscos e consequências da gestação precoce.

Polêmicas à parte, uma coisa é certa: as famílias precisam conversar mais sobre sexualidade. De acordo com a ginecologista e mestre em Saúde, Natacha Machado, muitos pais perguntam quando é a melhor hora para tocar no assunto com crianças e adolescentes.

“Essa é uma dúvida recorrente, mas educação sexual é um tema a ser discutido em qualquer momento, a qualquer hora, sempre que as dúvidas surgirem”, afirma a médica, lembrando que o assunto precisa ser abordado com naturalidade, sem tabus ou preconceito.

A principal dica, diz a especialista, é não deixar os filhos sem informação. “Nem todas as famílias conseguem conversar abertamente sobre o assunto. Se os pais não se sentirem confortáveis para isso, a opção é procurar um especialista.”

Educadores sexuais, psicólogos e médicos - como pediatras, ginecologistas e hebiatras (especialidade dedicada à adolescência) - estão preparados para orientar e conversar de maneira franca e didática.

Livros e exemplos reais também são aliados na hora de conduzir a conversa. Neste caso, uma notícia na televisão, um fato ocorrido com familiares ou amigos, a gravidez não planejada de uma conhecida ou uma cena de filme, por exemplo, podem ajudar a ilustrar a mensagem que os pais pretendem passar.

“O importante é não deixar os filhos sem informação e crianças mais novas também podem participar da discussão assim que o interesse surgir. Fugir das respostas não vai evitar a curiosidade dos filhos e não há melhor lugar do que a própria casa para tirar as dúvidas”, comenta a ginecologista.

Segundo Natacha, outro erro das famílias é achar que as conversas sobre sexualidade vão induzir o início precoce da vida sexual. Na avaliação da especialista é justamente o contrário. “A educação sexual permite que crianças cresçam bem informadas e adolescentes e jovens estejam preparados para tomar decisões conscientes e para fazer escolhas mais responsáveis”, diz.

Fonte: Graziela Lindner Assessoria de imprensa

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