Junho Violeta mês de alerta sobre ceratocone Doença que pode motivar cegueira reversível é a maior causa de transplantes de córnea no Brasil

25/06/2020

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Em tempos de pandemia, muito se fala em não colocar as mãos no rosto. Mas quando um cisco cai nos olhos ou surge uma sensação de coceira, a reação mais comum é a de esfregar a região para diminuir o incômodo. Pois esse hábito que parece ser inofensivo pode não somente tornar os olhos porta de entrada para o novo coronavírus (Covid-19), como também ser responsável pelo surgimento de problemas oculares, como o ceratocone, doença que é o tema da campanha Junho Violeta promovida por profissionais da saúde e cujas estatísticas da literatura especializada mostram, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a incidência de um caso para cada duas mil pessoas.

O ceratocone é uma enfermidade não inflamatória que afeta a estrutura da córnea, camada fina e transparente que recobre toda a frente do globo ocular. É uma patologia que deforma a córnea, fazendo com que ela afine e fique com formato de um cone. Essa alteração na curvatura impede a projeção de imagens nítidas na retina e pode promover o desenvolvimento de grau elevado de astigmatismo irregular ou mesmo miopia.

Entre os sintomas do ceratocone estão visão embaçada, imagens "fantasmas", visão dupla, dor de cabeça e coceira. Começa com a dificuldade para enxergar de perto e a sensibilidade à luz. Embora os sinais sejam muito semelhantes aos de outros problemas que acometem os olhos, o Oftalmologista Dr. Fernando Komatsu, do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanen, empresa do Grupo Opty explica que a piora na visão tende a ser mais rápida, fazendo com que o paciente troque de óculos e lentes com mais frequência. “É muito importante que, nesse momento que vivemos, os pacientes diagnosticados não deixem de seguir o tratamento e continuem com o acompanhamento médico. E pessoas que sintam incômodos e a redução da visão consultem um oftalmologista para identificar a causa”, afirma o médico.

Causas e diagnóstico – O ceratocone surge entre os 10 e 25 anos de idade, mas pode progredir até os 40 anos ou estabilizar-se com o tempo. Além de uma tendência genética, alguns hábitos também podem potencializar o aparecimento da enfermidade. “O estímulo mais importante é a associação com alergia ocular. Coçar os olhos é o fator de risco mais significativo para o desenvolvimento do ceratocone”, comenta o oftalmologista do Grupo Opty.

O diagnóstico, ainda de acordo com o Dr. Komatsu, pode ser feito pelo exame clínico nas fases mais tardias ou por meio de exames como topografia computadorizada de córnea (estudo da curvatura do órgão) e da paquimetria (análise de sua espessura), que permitem identificar a doença nas fases mais precoces.

Tem cura? – O controle deve ser feito com realização de exames específicos para avaliação de provável progressão a cada quatro ou seis meses, dependendo da idade do paciente e do estágio evolutivo do caso. Segundo o Dr. Komatsu, o ceratocone pode levar à cegueira reversível, ou seja, o paciente pode ter uma perda significativa da visão, mas pode recuperá-la com os tratamentos atualmente disponíveis.

Dependendo do avanço da patologia, as principais formas de reabilitação são a prescrição de óculos e adaptação de lentes de contato rígidas corneanas ou esclerais, em casos mais leves. Já o crosslinking é um procedimento minimamente invasivo que apresenta uma eficiência de 95% dos casos, de parar a progressão. “Consiste no fortalecimento das fibras de colágeno, que representam as pontes de sustentação da córnea, com o uso de radiação ultravioleta, associada a uma substância chamada riboflavina, que aumenta a rigidez biomecânica da córnea”, explica o médico.

Outras opções são o implante do Anel de Ferrara ou, em último caso, a realização de transplante de córnea. “Os tratamentos estão cada vez mais eficientes. Há novos tipos de anéis de Ferrara que trazem melhor resultado pós-operatório e novidades nas técnicas de transplante de córnea, como o DALK (transplante lamelar anterior profundo), que diminuem consideravelmente as possíveis complicações cirúrgicas, principalmente a rejeição ao transplante”, finaliza o oftalmologista do Grupo Opty. Em 2019, conforme registra a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, foram realizados 14.943 transplantes de córnea no País, sendo o ceratocone a maior causa desse tipo de procedimento, de acordo com o Ministério da Saúde.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento. Visite www.opty.com.br.

Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem – Informações à imprensa

Harmonia Comunicação

Fonte: Mariana Woj

Foto: Divulgação

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