Apoio materno: é hora de conversar!

01/09/2018
Com a proposta de levar mais saúde emocional às mães, psicóloga Ana Paula Petry cria grupo de apoio para debater questões ligadas ao tema

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Sentadas sobre uma almofada fofinha e em torno de um círculo de mulheres, elas conversam sobre temas como filhos, sono, escola, culpa e carreira. No chão, folhas de papel, lápis de cor, post it e outros acessórios que se assemelham ao material escolar dos próprios filhos ajudam a desenvolver o raciocínio e as técnicas de debate. Cúmplices na arte de maternar, elas trocam impressões, alegrias e sentimentos que permeiam quase 100% das mães ao redor do mundo.

Liderado pela psicóloga e coach de mães Ana Paula Petry, de Itajaí, as sessões do Grupo de Apoio Materno vão além de um “encontro de amigas”. Durante 1 hora e meia, mães com diferentes vivências falam do cotidiano em torno da maternidade e das incríveis mudanças que ela proporciona ao longo de cada fase. Quando estão juntas, não há julgamentos. Dúvidas e emoções são trazidas como parte do processo de tornar-se mãe em diferentes etapas da vida, com a orientação de uma profissional especializada.

Segundo Ana Paula Petry, o Grupo de Apoio Materno propõe uma maternidade mais leve, com menos culpa e mais auto confiança. “Trabalhamos a saúde emocional, buscando também não se anular ou esquecer quem éramos antes de ter filhos”, observa. Com um total de 12 encontros semanais, o grupo aborda temas relevantes ao dia a dia da maternidade. “O objetivo é treinar estas mães para serem o que querem ser e não mães perfeitas e idealizadas”, explica Ana Petry, que também é idealizadora do Gestando e Aprendendo, movimento que acaba de completar dois anos de interação nas mídias sociais.

Nos grupos coordenados pela psicóloga, há mães com filhos de diferentes idades e fases de desenvolvimento. Para Julie Pereira, mãe de Benjamim, de 2 anos, ter a oportunidade de dividir dúvidas e sentimentos com outras mães em um grupo de apoio ajuda a buscar alternativas para diferentes questões. Já Caroline Prestes, mãe do Micael, de 11 anos, sentiu necessidade de buscar apoio profissional com a chegada da pré-adolescência do filho. “Penso que essa troca de experiências é fundamental para não nos perdermos, ao mesmo tempo que criamos uma rede de apoio em torno da maternidade”, observa.

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