FIM DAS CONFUSÕES A BORDO?
Que maravilha! Sabe aqueles valentões (valentonas, aqueles que costumam dar carteraço, gritar no check-in ou a bordo, exigindo direitos abusivos e tantas sandices que estamos cansados de ver? Pois então, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou novas regras para lidar com passageiros indisciplinados em voos e aeroportos no Brasil. A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência nesta última sexta-feira (6), em Brasília, e estabelece um procedimento padronizado para lidar com comportamentos que violem normas ou comprometam a segurança. A resolução prevê advertências, retirada do passageiro da aeronave, multas que podem chegar a R$ 17,5 mil e até a inclusão em uma lista de impedimento de embarque em voos domésticos. A norma regulamenta dispositivos da Lei do Voo Simples e entrará em vigor seis meses após a publicação no Diário Oficial da União, período destinado à adaptação das companhias aéreas, da Polícia Federal e da própria Anac.

NOVA REGULAMENTEÇÃO

A nova regulamentação da Anac prevê diferentes níveis de sanções, que podem começar com advertências verbais e chegar a multas de até R$ 17,5 mil, além da possibilidade de restrição temporária ao embarque em voos domésticos. A medida integra o processo de regulamentação da chamada Lei do Voo Simples e busca estabelecer critérios para lidar com episódios que envolvem agressões, tumultos, desobediência a instruções da tripulação ou danos a instalações aeroportuárias. De acordo com a Anac, serão considerados atos de indisciplina comportamentos que violem, desrespeitem ou comprometam a segurança, a ordem ou a dignidade de pessoas em aeroportos ou aeronaves. Esses atos poderão ocorrer tanto durante o voo quanto nas áreas de embarque, desembarque ou demais dependências aeroportuárias. A resolução estabelece três níveis de classificação para essas condutas: indisciplina, grave e gravíssimo. Cada categoria prevê diferentes consequências administrativas. Nos casos classificados como indisciplina ou como ocorrência grave, o passageiro poderá receber advertência ou ser penalizado com multa que pode alcançar R$ 17,5 mil. Já nas situações consideradas gravíssimas, além da multa, poderá haver restrição ao embarque em voos domésticos por período que varia entre seis e 12 meses.

DESCUMPRIMENTO DAS INSTRUÇÕES

Entre os exemplos de condutas avaliadas na norma estão descumprimento de instruções da tripulação, criação de tumultos, agressões físicas ou verbais, ameaças, tentativa de interferir na operação da aeronave ou atos que coloquem em risco a segurança do voo. A regulamentação também inclui a possibilidade de retirada do passageiro da aeronave antes da decolagem ou o acionamento de autoridades policiais. O procedimento previsto pela resolução começa com advertências verbais realizadas pela tripulação ou por funcionários do aeroporto. Caso o comportamento persista ou se torne mais grave, a companhia aérea poderá solicitar apoio das autoridades policiais, retirar o passageiro da aeronave ou registrar o caso para posterior análise administrativa pela Anac. Nos casos em que o passageiro seja retirado da aeronave, a companhia aérea não terá obrigação de transportá-lo até o destino final nem de oferecer assistência material, como hospedagem, alimentação ou reacomodação em outro voo. O passageiro também poderá responder administrativamente pelas infrações identificadas.

NO FLY LIST

Uma das medidas previstas na resolução é a criação de uma lista nacional de impedimento de embarque, conhecida como “No Fly List”. Passageiros enquadrados em infrações classificadas como gravíssimas poderão ser incluídos nesse cadastro e ficar impedidos de comprar passagens ou embarcar em voos domésticos durante o período determinado pela decisão administrativa. Nesse tipo de situação, caso o passageiro já tenha adquirido uma passagem aérea antes da aplicação da restrição, a norma prevê a restituição integral do valor pago pelo bilhete. A proibição de embarque será aplicada a todas as companhias aéreas que operam voos domésticos no país. A resolução também prevê que o passageiro punido terá direito de apresentar recurso administrativo, garantindo contraditório e ampla defesa no processo conduzido pela agência reguladora. A criação dessas regras ocorre em meio ao aumento do número de ocorrências envolvendo passageiros indisciplinados no transporte aéreo brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), foram registradas 1.764 ocorrências desse tipo em 2025, um crescimento de 66% em relação ao ano anterior.

SEGURANÇA OPERACIONAL

O aumento desses episódios levou autoridades do setor aéreo a discutir medidas para padronizar a resposta das companhias e reforçar a segurança operacional. A regulamentação aprovada pela Anac busca estabelecer procedimentos claros para lidar com essas situações e ampliar a capacidade de resposta diante de comportamentos que afetem a segurança ou o funcionamento das operações aéreas. A nova norma passará a valer seis meses após sua publicação no Diário Oficial da União. Durante esse período, a Anac, as companhias aéreas e a Polícia Federal devem definir mecanismos de compartilhamento de informações e procedimentos operacionais para aplicação das medidas previstas na resolução. Com a entrada em vigor da regra, o setor aéreo brasileiro passa a contar com um conjunto de sanções administrativas específicas para lidar com casos de indisciplina em aeroportos e aeronaves. A expectativa da agência é que a regulamentação contribua para estabelecer parâmetros claros de atuação diante de incidentes envolvendo passageiros e para reforçar a segurança nas operações de transporte aéreo no país. A regulamentação aprovada pela Anac cria um modelo de resposta escalonado para lidar com passageiros indisciplinados no transporte aéreo brasileiro. Com a previsão de advertências, multas e restrição de embarque em casos mais graves, a norma busca padronizar a atuação das companhias aéreas e das autoridades diante de comportamentos que comprometam a segurança e o funcionamento das operações. A medida também estabelece procedimentos administrativos e mecanismos de cooperação entre os órgãos envolvidos no setor.

PÁSCOA & SEMANA SANTA

A combinação de Páscoa e Semana Santa vem se consolidando como um dos períodos mais procurados pelos brasileiros para viajar pelo Brasil e principalmente dentro do seu próprio estado de origem. Embora o feriado oficial tenha apenas três dias – a Sexta-Feira Santa seguida do fim de semana – muitos viajantes aproveitam para emendar com o fim de semana anterior, criando uma janela de até nove dias ideais para uma viagem internacional, sem necessidade de tirar férias. Em Santa Catarina espera-se a chegada costumeira dos uruguaios que possuem nesta época, 10 dias de folga. De acordo com levantamento da plataforma Civitatis, especializada na venda de algumas plataformas de viagens, o Sul do Brasil é o principal destino, começando pela tradicional cidade de Gramado, que já respira e transpira páscoa e se transforme literalmente na cidade do Coelho da Páscoa. Além da duração ideal para viagens de cerca de uma semana, o período coincide com a as temperaturas mais amenas, com possibilidades de muito frio, favorecendo roteiros mais tranquilos e experiências culturais.

VALE DOS IMIGRANTES DE SANTA CATARINA

Segundo Edson Ziolkowisky, CEO do Hotel Renar, em Fraiburgo, a nossa Terra da Maçã, no Vale dos Imigrantes de Santa Catarina, “É um momento estratégico porque permite ao catarinenses e brasileiros fazer uma viagem com calma e favorece roteiros urbanos mais tranquilos, com tempo para explorar museus, bairros históricos e experiências gastronômicas, além de aproveitar a nossa cidade, os pomares de maçã, a nossa gastronomia ultra diversificada justamente pela multiplicidade de povos. Além disso, também temos a época de colheitas não só da maçã, mas de uvas e outras frutas da temporada. Nossa missão é apoiar esse planejamento oferecendo atividades e experiências confiáveis em nosso destino”, afirma. O Hotel ainda tem algumas vagas para a Páscoa e Semana Santa.

Já Lages, a Princesa e Capital da Serra Catarinense impressiona com o turismo Rural, a partir do ícone nesta categoria, o Boqueirão Hotel Fazenda & Resort de Campo, um dos destinos mais desejados para o período. Distante apenas 230km do litoral catarinense (Florianópolis), é um dos destinos que se deve fazer as reservas com muita antecedência. O roteiro clássico inclui a vida na fazenda, cavalgadas, pescarias, lida no campo, contato imersivo junto a uma natureza exuberante. A energia da fazenda a torna um dos destinos favoritos de Santa Catarina, pois trata-se do ícone nacional do turismo rural.

A Serra Catarinense nessa época mantem-se como destino preferido por conta dos seus destinos e clássicos, que fazem parte dos Roteiros de Charme do Brasil. Exemplo disso é o Rio do Rastro Eco Resort, no topo da Serra do rio do rastro, a beira dos cânions do Aparados da Serra, em Bom Jardim da Serra, uma das principais portas de entrada para a fenomenal Serra Catarinense. O roteiro inclui além de cavalgadas, galpões crioulos, passeios exclusivos e especiais pela fazenda e a vinícolas de altitudes, com seus vinhos premiados inclusive internacionalmente.

VIAGENS PARA EUROPA

E para alavancar ainda mais as viagens dos brasileiros pelo Brasil, a mais recente análise comparativa da Mabrian sobre inteligência de viagens, que avalia a percepção de segurança em destinos-chave do Oriente Médio e as tendências da demanda de viagens internacionais, revela que a escalada do conflito na região está provocando sinais precoces de desvio de demanda em importantes mercados emissores europeus e americanos, em um contexto de acentuada deterioração da percepção de segurança em todo o Golfo Pérsico e destinos vizinhos. A evolução mais recente do Índice de Percepção de Segurança (PSI) de Mabrian, ao longo do último mês, até 4 de março, indica uma deterioração acentuada na sensação de segurança dos viajantes nos destinos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), com intensidade variável por país. Egito, Jordânia e Turquia também foram impactados, embora em menor grau. Esses mercados — particularmente os estados árabes do Golfo — investiram consideravelmente na última década na consolidação da segurança como um pilar fundamental de sua reputação, alcançando pontuações consistentemente altas e, em alguns casos, excepcionalmente resilientes.

De modo geral, as conclusões destacam a vulnerabilidade da percepção de segurança como um ativo estratégico de reputação, dada a sua alta sensibilidade às tensões geopolíticas. Os Emirados Árabes Unidos registraram uma redução de 48,3 pontos percentuais, atingindo um mínimo de 51,9/100, enquanto a Arábia Saudita caiu 13,6 pontos percentuais, chegando a 85,3/100. Apesar dessas quedas, ambos os destinos evitaram as contrações mais acentuadas observadas em outras partes da região, o que demonstra uma robustez comparativamente maior na percepção de estabilidade. Efeito de contágio em destinos vizinhos: Egito, Jordânia e Turquia — embora não estejam diretamente envolvidos — estão sofrendo um efeito indireto ou “contágio” atribuível à sua proximidade geográfica e à percepção de exposição à esfera de influência do conflito. A Jordânia, que estava em 77,6/100 há um mês, perdeu 30,3 pontos em sua leitura mais baixa. Em contraste, o Índice de Segurança Pública (PSI) da Turquia caiu 25,8 pontos (de um pico de 83,8/100). Um denominador comum em todos os destinos analisados é a reação acentuada dos viajantes americanos, cuja percepção de segurança se mostrou mais sensível do que a de outros importantes mercados emissores de longa distância.

O Índice de Percepção de Segurança (PSI) entre os viajantes americanos registrou contrações substanciais: o Kuwait caiu 87,3 pontos, os Emirados Árabes Unidos 79,2 pontos e a Arábia Saudita 17,8 pontos. As tendências atuais sugerem perspectivas limitadas de recuperação a curto prazo nesses segmentos. A tendência do Egito é semelhante, já que esse destino também registrou pressão no mercado americano, com uma queda de 32,6 pontos em seu nível mais baixo e uma trajetória de recuperação instável. “Do ponto de vista da gestão de destinos a longo prazo, restaurar a confiança se tornará uma prioridade estratégica imediata assim que o conflito diminuir, especialmente porque a demanda por viagens internacionais já está mostrando sinais iniciais de desvio”, afirma o porta-voz de Mabrian.

DESVIO ANTECIPADO
Os dados da Mabrian mostram que, em meio ao conflito no Oriente Médio e à piora da percepção de segurança, três cenários potenciais de desvio da demanda por viagens estão surgindo em importantes mercados emissores: Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Estados Unidos. O primeiro indício aponta para uma crescente inclinação por viagens mais próximas de casa. Essa tendência é particularmente evidente entre os viajantes alemães — que priorizam destinos como Marrocos e Grécia — juntamente com os italianos, cujo interesse se volta para a Croácia, a República Tcheca, a Noruega e a Espanha. Os viajantes britânicos demonstram um padrão semelhante, com Malta, Marrocos e Montenegro ganhando destaque como opções alternativas. Um segundo cenário destaca a contínua força da demanda pela Ásia, impulsionada principalmente pela conectividade aérea direta. O interesse permanece particularmente robusto para destinos como Japão, Tailândia, Vietnã, Camboja e Filipinas. A materialização dessa demanda, no entanto, dependerá em grande medida da competitividade e atratividade dos preços das passagens aéreas nessas rotas diretas. Por fim, vários destinos de longa distância estão surgindo como potenciais substitutos.

Entre os viajantes britânicos, a África do Sul e as Maldivas estão ganhando popularidade, enquanto os destinos latino-americanos atraem a atenção de viajantes franceses, italianos, alemães e americanos. Em particular, o Brasil, Peru e Argentina, estão se destacando como alternativas desejáveis, dignas de serem adicionadas à lista de desejos. Outra tendência notável também está surgindo na demanda europeia: o Egito continua a atrair viajantes alemães, italianos e franceses; no entanto, essa demanda permanece altamente vulnerável aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Como explica a Cendra: “Avisos de viagem, restrições que afetam a conectividade ou limitações de acesso a áreas turísticas importantes podem influenciar rapidamente a percepção dos viajantes e, consequentemente, sua disposição em escolher o Egito como destino.”

Leia ainda: Modelos econômicos do turismo preveem forte queda no setor em meio ao conflito no Oriente Médio
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Fotos: Divulgação / Jefferson Severino / Assessorias de Imprensa / Arquivos Pessoais – Fontes: Assessorias de Imprensa
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