Robôs de lego e muito animação movimentaram o Festival de Robótica em Itajaí

02/05/2022

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Os olhos fixos do Pedro Borges Damásio, de 10 anos de idade, nos movimentos dos robôs de Lego, demonstram o interesse do garoto por essas pequenas máquinas. “Robótica é uma atividade com mais entretenimento pra mim, eu me sinto mais a vontade e, além disso, é uma coisa que eu sempre quero fazer o tempo todo”, contou e recebeu o incentivo da mãe, a administradora Carlota Fernandes Borges. “Eu vejo que o raciocínio lógico é um diferencial no mercado. Eu já trabalhei com empresas de tecnologia e sei que esse é realmente um grande diferencial”, contou.

Dezenas de pais e filhos, todos interessados por robótica, passaram pelo Itajaí Shopping, nos três dias em que aconteceu o Festival de Robótica, idealizado pela Escola S, que possui vários anos de experiências neste tipo de aprendizado que estimula as novas tecnologias, associadas as demais áreas do conhecimento.

“O ensino STEAM está presente em tudo que os alunos aprendem na Escola S, com estímulo a pesquisa, construção, desenvolvimento e participação em competições nacionais e internacionais com quando se trata de robótica, mas eles são preparados para o futuro, para o mercado de trabalho voltado às tecnologias, mas sempre se divertindo”, explica a supervisora das equipes, professora Rosani Marcarini.

Troca de aprendizado
Durante o Festival de Robótica as equipes Mechachorro Team, de Itajaí, e Tecnorob Evolution, de Brusque, que é a atual representante da região no Torneio Nacional da First Lego League – FLL, que acontece em maio, em São Paulo, participaram de um torneio simulado. Os times tiveram que cumprir provas com os robôs que desenvolveram para essa temporada da FLL. Foram três rounds diários e, nos intervalos, eles explicaram ao público sobre o funcionamento da competição, montagem e programação dos robôs e tudo o que aprendem na Escola S. No resultado final do Festival, a equipe Tecnorob Evolution, foi a que mais pontuou, mas para todos os participantes, as duas equipes saíram vencedoras.

“As duas equipes se ajudaram para fazer os robôs cumprirem as missões e corrigir juntos os erros, então foi uma troca de experiências muito boa que aumenta o nosso conhecimento”, disse o estudante Gabriel Alexandre dos Santos, membro da Mechachorros, que participou pela primeira vez da FLL. “Interagir com as pessoas que vieram ver o Festival, mostrar a nossa pesquisa, o desenvolvimento do nosso robô e falar sobre robótica foi muito bom pra todos nós”, completou a estudante Rafaela Rocha Fischer, da equipe Tecnorob.

Incentivo
Além de assistir as competições simuladas, o público recebeu brindes confeccionados na hora, em uma das impressoras 3D existentes na Escola, pode montar seu próprio robô, usando as peças disponíveis no local e ainda se divertiram com o mascote da Escola S, o SEBIT, um robozinho humanóide que colocou todo mundo para se movimentar.

O Marco Antônio Cintra Coimbra Casado, de 13 anos de idade, veio de Balneário Camboriú, juntamente com a mãe, a analista financeira, Katia Chaves Cintra, especialmente para ver o Festival e ficou ainda mais motivado. “Eu gosto de robótica, pois é interessante saber como as máquinas podem evoluir, como elas mudaram e acho legal a ideia de cada um criar seu próprio robô, por isso penso em talvez ser programador ”, disse o estudante. “Eu acho que robótica trabalha muito a criatividade, tudo na verdade, sem contar que é uma profissão do futuro, porque tudo hoje em dia é mecânico, automatizado, elétrico (...) como ele se interessa, a gente incentiva”, disse a mãe.

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