Entre 2022 e 2024, Santa Catarina registrou um crescimento expressivo na participação da população nas classes de maior renda. No período, o percentual de pessoas enquadradas nas classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos) passou de 88,03% para 92,07%, um avanço de 4,04 pontos percentuais. Os dados constam em estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com a pesquisa, a renda gerada pelo trabalho foi o principal fator responsável pela mobilidade social observada no estado. A combinação entre crescimento econômico e políticas públicas contribuiu para que milhares de catarinenses avançassem para faixas de renda mais elevadas.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
No cenário nacional, o levantamento da FGV aponta que 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda entre 2022 e 2024, o que representa um aumento de 8,44 pontos percentuais no período analisado.
Integração de políticas públicas
A pesquisa destaca que o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito. Segundo o ministro Wellington Dias, os resultados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda e à promoção da inclusão social.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República






