Quase 80 milhões de negativados: soluções responsáveis devolvem o acesso ao crédito no Brasil

Quase 80 milhões de negativados: soluções responsáveis devolvem o acesso ao crédito no Brasil

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O número de brasileiros com restrição no nome voltou a crescer em setembro deste ano, alcançando 79,1 milhões de pessoas, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, divulgado pela Serasa. O volume representa um aumento de 0,40% em relação a agosto. Somados à elevada inadimplência e ao endividamento, entre os principais entraves para o acesso ao crédito no país estão o alto custo dos empréstimos e a dificuldade de comprovação de renda ou de histórico financeiro por parte de uma parcela significativa da população.

Mesmo com a redução da taxa básica de juros, o crédito ao consumidor segue caro em razão dos elevados spreads bancários — o “lucro bruto” das instituições financeiras ao conceder empréstimos — além da incidência de impostos e do risco de inadimplência embutido nas operações. Paralelamente, milhões de trabalhadores informais ou autônomos permanecem fora do radar do sistema financeiro por não possuírem vínculos formais de emprego ou movimentação bancária suficiente para comprovar capacidade de pagamento, o que restringe o crédito justamente a quem mais necessita.

Como contornar a dificuldade de acesso ao crédito?

Diante desse cenário desafiador, alternativas baseadas em tecnologia têm ganhado espaço ao ampliar o acesso ao crédito de forma mais justa e responsável. A proposta não é apenas liberar recursos, mas disponibilizá-los de maneira consciente, sem agravar o quadro de endividamento.

Nesse contexto, o planejamento financeiro surge como ferramenta essencial. Segundo Ariane Scacalossi, especialista da fintech Klubi com mais de 15 anos de experiência, o consórcio — especialmente o modelo 2.0, integrado à tecnologia — permite acelerar análises e ampliar o acesso ao crédito. “O consórcio exige disciplina e planejamento, mas sem as barreiras rígidas do financiamento tradicional. É uma modalidade ‘amiga’, pois evita compras por impulso”, explica.

Além disso, o consórcio apresenta menos restrições de entrada, já que não depende de análises de crédito tão rigorosas. A avaliação mais flexível favorece quem busca reorganizar as finanças ou retomar o acesso ao crédito, consolidando-se como alternativa viável e responsável para alcançar objetivos sem comprometer a saúde financeira.

Empréstimo com garantia de imóvel e consolidação de dívidas

Outra solução destacada é o empréstimo com garantia de imóvel. Segundo Lucas Ortega, líder comercial do B2C no Bari, essa modalidade é especialmente vantajosa para a consolidação de dívidas, ao substituir múltiplas parcelas por uma única, com juros menores.

“Recebemos muitos clientes endividados com cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais com taxas elevadas. A consolidação simplifica a gestão financeira, pois o cliente quita as dívidas e passa a pagar apenas uma parcela”, explica Ortega.

Ele ressalta que a operação pode substituir taxas mensais entre 10% e 20% por juros em torno de 1,15% a 1,20% ao mês. Mesmo com restrições no nome, a aprovação é possível após análise individual. “Não é um fator impeditivo. Muitas vezes, a liberação do crédito está condicionada à quitação das pendências, o que tende a ser vantajoso para o cliente”, completa.

Crédito do Trabalhador

Outra alternativa é o Crédito do Trabalhador, oferecido pela Gooroo Crédito, fintech especializada em soluções financeiras para trabalhadores CLT. A modalidade de crédito consignado surge como opção acessível e responsável, inclusive para quem possui restrições no nome. Com juros menores, desconto em folha e contratação 100% digital, o modelo combina segurança, rapidez e transparência, reduzindo o risco de inadimplência e ampliando a inclusão financeira.

De acordo com Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, o objetivo vai além da concessão de empréstimos. “Trata-se de oferecer uma nova chance para que o trabalhador reorganize sua vida financeira e volte a confiar no sistema de crédito. Quando o acesso é justo e consciente, o crédito deixa de ser um problema e passa a ser um recomeço”, afirma.

O executivo destaca ainda que um negativado não deve ser automaticamente visto como mau pagador. “Muitas vezes, é apenas um momento de ajuste financeiro. O problema é que ofertas adequadas costumam surgir só após cerca de 12 meses, deixando o devedor sem alternativas nesse período”, observa. Atualmente, o modelo já permitiu que mais de 100 mil trabalhadores contratassem crédito por meio da Gooroo Crédito, com uma base de 10 mil empresas conveniadas, fortalecendo a inclusão financeira no país.

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