A safra de arroz em Itajaí iniciou a colheita em fevereiro e segue até maio em uma área de 1.700 hectares, principal cultura agrícola do município. A expectativa é positiva: a projeção indica produtividade média de 8.500 quilos por hectare, o que representa cerca de 289 mil sacas de 50 quilos.
O plantio ocorreu entre agosto e novembro, em solo irrigado. Agora, os campos dão lugar ao tom amarelado que sinaliza o ponto ideal de colheita. A rizicultura é considerada atividade estratégica para a economia rural local.
Com duas décadas dedicadas ao cultivo, o agricultor Evandro Bertoldi mantém uma tradição familiar de aproximadamente 50 anos na produção de arroz em Itajaí. Somente na propriedade da família, localizada na região do Arraial dos Cunhas, são 190 hectares cultivados.
O ciclo do arroz dura, em média, 140 dias entre o plantio e o início da colheita. O produtor acompanha atentamente o momento ideal, observando a coloração dos grãos e a umidade adequada para garantir qualidade e rendimento.
Mesmo após um ano anterior marcado por frio intenso, que impactou a adubação e o controle de ervas daninhas, a safra atual apresenta desempenho satisfatório. Até o momento, cerca de 20% da área foi colhida, com produtividade variando entre 8.000 e 8.500 quilos por hectare.
O arroz irrigado permanece como o cultivo mais relevante da zona rural do município, consolidando-se como base da produção agrícola local.
Segundo a secretária de Agricultura e Expansão Urbana, Flávia Sehn, as condições climáticas favoráveis registradas neste ano contribuem para a expectativa positiva. A secretaria também realiza o recadastramento de agricultores para mapear áreas produtivas e planejar a expansão da cultura agrícola no município.
Apoio da pesquisa científica
O fortalecimento da rizicultura conta com o suporte técnico da Epagri, por meio da Estação Experimental localizada próxima aos arrozais. O trabalho de melhoramento genético começa em laboratório, com a seleção criteriosa de plantas destinadas ao cruzamento.
Como o arroz é uma planta autógama, é necessário realizar o processo de emasculação, que impede a autofecundação e permite a introdução de pólen de outra linhagem previamente escolhida. O procedimento inclui a retirada de estruturas imaturas e a preparação da flor para garantir eficiência no cruzamento.
De acordo com a pesquisadora Cândida Manfio, o trabalho técnico possibilita o desenvolvimento de variedades mais produtivas, resistentes a pragas e doenças e adaptadas às condições climáticas regionais. A atuação científica contribui para elevar a qualidade do grão, fortalecer a produção e ampliar a segurança e a renda do produtor rural.






