A Semana da Economia Criativa e Solidária de Itajaí começou nesta terça-feira (21), em Itajaí, Santa Catarina, com uma programação que reúne mais de 50 atividades voltadas à economia criativa, inovação e empreendedorismo. O evento segue até sábado (25), com destaque para a feira que encerra a programação.
As atividades ocorrem em dois polos principais: a Casa da Cultura Didi Brandão e a Praça do Céu, no bairro São Vicente. A iniciativa integra a agenda do Dia Mundial da Criatividade e Inovação, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e mobiliza diferentes áreas do conhecimento.
A edição de 2026 tem como mantenedora a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, que reforça a integração entre a economia criativa e as políticas públicas do município.
Neste ano, cerca de 50 cidades brasileiras, além da Ilha da Madeira, em Portugal, participam da iniciativa, que busca promover a criatividade como ferramenta de desenvolvimento econômico, social e cultural.
No município, a programação se estende até o dia 23 de abril, com oficinas, palestras e ações culturais distribuídas em diversos pontos, como a própria Casa da Cultura, a Praça do Céu, além de instituições como a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A proposta amplia o acesso da população e fortalece a conexão entre instituições, profissionais e comunidade.
A estratégia tem como foco estimular o mercado local, incentivar o empreendedorismo e valorizar talentos, sem deixar de lado setores tradicionais como indústria, comércio e logística.
Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) indicam que a economia criativa representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto global e gera mais de 30 milhões de empregos no mundo. No Brasil, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o setor movimenta mais de R$ 230 bilhões por ano, consolidando-se como uma área estratégica para crescimento econômico.
Entre os participantes, o escultor Ricardo Fontelles, que atua há duas décadas com entalhe em madeira, conduz uma das oficinas do evento por meio do programa Aqui Tem Arte. Ele destaca a importância da iniciativa como oportunidade de aprendizado e geração de renda.
A maior parte das oficinas integra o programa Aqui Tem Arte, que leva atividades culturais aos bairros e amplia o acesso à produção artística local.
A proposta da semana é consolidar o município como referência em inovação e criatividade, incentivando a geração de renda e o fortalecimento de novos modelos econômicos.
Para encerrar a programação, nos dias 24 e 25 de abril será realizada a Feira de Economia Criativa e Solidária, ao lado da Casa da Cultura. O espaço reunirá empreendedores locais, com produtos e serviços que impulsionam o desenvolvimento territorial e fortalecem o ecossistema criativo da cidade.






