EXPO TURISMO PARANÁ
A Expo Turismo Paraná entra em seu último mês de preparação, consolidando-se como um dos principais encontros do trade turístico da região sul do Brasil. Com a expectativa de reunir um público qualificado, o evento pretende impulsionar a economia local e nacional. A edição deste ano traz novidades que prometem atrair tanto profissionais quanto profissionais interessados no universo das viagens. Entre os destaques estão experiências imersivas, novos destinos em exposição e a participação de marcas e instituições e vários outros Estados, que ampliam o alcance nacional e internacional da feira. Além de fomentar conexões, o evento se posiciona como um espaço essencial para atualização profissional, com a participação da Escola de Turismo e sessões de capacitação para agentes de viagem. Entre os temas estratégicos estão a apresentação Natal de Curitiba 2025 / Resultados e Perspectivas, a palestra Curitiba, Capital do Turismo Ferroviário e o painel sobre a Grande Reserva da Mata Atlântica, reforçando o papel do ecoturismo e da conservação. No campo da inovação, o destaque é o Hub Curitiba: Inteligência e Curadoria de Experiências, voltado às novas tendências de comportamento do viajante e à personalização das experiências. A edição de 2026 marca os 30 anos da Expo Turismo Paraná. A expectativa da ABAV-PR para esse ano é receber 5 mil pessoas, entre visitantes do Estado e de outras localidades.

BOOM TURÍSTICO

A edição de 2025 da Expo Turismo Paraná reuniu mais de 6 mil visitantes, consolidando a feira como o maior encontro B2B do turismo no Paraná, responsável por movimentar R$1,7 bilhão em receitas de turistas estrangeiros no último ano. Curitiba também vive um boom turístico: no ano passado, a rede hoteleira atingiu 90% de ocupação e o Natal atraiu 2,5 milhões de visitantes, números que reforçam o papel da cidade como polo turístico nacional. A programação ainda inclui palestras e encontros que abordam temas como novas tendências do turismo, comportamento do novo viajante, autoridade para com o setor, novos olhares para um mesmo destino e oportunidades de crescimento no mercado 60+. Esse segmento deve alcançar 41 milhões de brasileiros até 2030. Ao ganhar destaque na programação da Expo, reflete uma tendência de viagens personalizadas e fora da alta temporada. Curitiba, sede da feira, ocupa a terceira posição no Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), ranking que avalia as capitais brasileiras com melhores condições para o desenvolvimento de negócios no setor. O evento também contará com a presença de países como Paraguai e Peru, reforçando sua relevância internacional.

CATARATAS DO IGUAÇU

Mesmo sendo um Parque Federal e não cobrando meia entrada para idosos, o que é uma Lei Federal, o Parque Nacional do Iguaçu registrou alta movimentação durante o feriado prolongado de Dia de Tiradentes, entre os dias 18 e 21 de abril. O atrativo, lar das Cataratas do Iguaçu, recebeu 38.138 visitantes ao longo do período. O fluxo intenso reforça a atratividade do parque em datas comemorativas e períodos prolongados de lazer e a necessidade de mais de um dia para aproveitar todas as experiências do Parque. No domingo, dia 19, o atrativo bateu recorde de visitação. Ao todo, visitantes de 77 nacionalidades passaram pelo parque, com destaque para turistas do Brasil (30268), Argentina (2936) e Alemanha (674). Cidadãos de países como Estados Unidos (545), França (401) e Paraguai (352) também estiveram entre os principais emissores de visitantes no período, evidenciando o alcance internacional do atrativo, e reforçando o parque como um dos destinos mais procurados do Brasil em períodos de feriado. Visitantes aproveitaram programação especial — Com a abertura do parque realizada uma hora mais cedo, os visitantes puderam adiantar a chegada para um passeio mais tranquilo. No sábado, 18, a programação incluiu uma celebração ao Dia dos Povos Indígenas (comemorado no dia 19), com feirinha protagonizada por comunidades indígenas e apresentação de coral.

BNT MERCOSUL – CONTAGEM REGRESSIVA

Logo após o evento no Paraná, e a vez de Santa Catarina dar a largada. A contagem regressiva já começou! A próxima edição da BNT Mercosul promete mais uma vez transformar Balneário Camboriú no grande ponto de encontro do turismo brasileiro. Entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, o evento chega à sua 32ª edição consolidado como uma das principais vitrines de negócios do setor no país. Mais do que uma feira, a BNT é um ambiente estratégico onde destinos, empresas, agentes e operadores se conectam para gerar negócios reais, fortalecer parcerias e impulsionar o turismo nacional. Com centenas de marcas expositoras e milhares de profissionais qualificados, o evento se destaca por promover exclusivamente o Brasil como produto turístico — valorizando nossas riquezas, cultura e experiências. E é justamente esse propósito que torna a BNT tão relevante: ela não apenas movimenta o mercado, mas fortalece o turismo como motor econômico, capacita profissionais e cria oportunidades concretas para todo o trade. Por trás dessa trajetória de mais de três décadas está Geninho Goes, idealizador e CEO do evento. Com uma vida inteira dedicada ao turismo, ele transformou uma ideia que começou com poucos participantes em um dos encontros mais respeitados do setor na América do Sul. Seu foco sempre foi claro: qualidade, resultados e valorização do Brasil. A BNT Mercosul não é apenas um evento. É um movimento que conecta, capacita e faz o turismo brasileiro acontecer.

FESTIVAL SANTA CATARINA CANTA

Tudo pronto para mais uma grande celebração da música brasileira e para a descoberta de novos talentos catarinenses. Na próxima segunda-feira (27), às 9h30, com a participação do governador Jorginho Mello, será lançada oficialmente a 3ª edição do Santa Catarina Canta – Festival de Música Brasileira, na Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Consolidado como um dos maiores projetos culturais do estado voltados à descoberta de novos artistas, o festival chega à terceira edição mantendo sua essência. Neste ano, o foco segue sendo a Música Brasileira, dando espaço para todos os gêneros, estilos e gostos, refletindo a pluralidade sonora que marca o povo brasileiro. Nas duas primeiras edições (2024 e 2025), o festival reuniu mais de mil inscritos em cada edição, confirmando o interesse de cantores de diferentes regiões de Santa Catarina em participar da iniciativa, que percorre todos os cantos do Estado. O regulamento de 2026 mantém critérios já adotados nas edições anteriores. Para participar, o candidato deverá ser catarinense nato ou comprovar residência em Santa Catarina há, no mínimo, três anos, além de se enquadrar em uma das categorias do festival: Infantojuvenil ou Geral.

FLORIPA AIRPORT SHOP

O Floripa Airport recebeu parceiros, cessionários, convidados e representantes da imprensa na tarde desta quinta-feira (23/04) para o lançamento oficial do Floripa Airport Shop, a loja online do aeroporto que chega para transformar a experiência de passageiros e visitantes, oferecendo praticidade, conveniência e serviços integrados em um único ambiente digital. O Floripa Airport Shop nasce com a proposta de ser o novo destino de compras e praticidade para quem passa pelo aeroporto. Em sua primeira fase, o modelo opera no formato compre e retire, permitindo que o usuário finalize a compra online e faça a retirada diretamente nas lojas do terminal. Uma das facilidades é permitir que o cliente faça compras em mais de um estabelecimento do aeroporto, seja ele serviço, lojas ou alimentação, pague em uma única vez e depois retire na loja. O site concentra os principais serviços do aeroporto, com destaque para dois produtos-âncora: Sala VIP – pelo site, é possível garantir a entrada na sala vip, com reserva antecipada. Estacionamento – com descontos exclusivos para quem compra online e garantia de reserva. O Floripa Airport Shop tem também as categorias de Lojas e Alimentação, otimizando a experiência no aeroporto para aqueles que buscam rapidez, conveniência ou planejamento antecipado da viagem. No site, o passageiro pode, por exemplo, comprar uma refeição ou bebida e retirar no estabelecimento em alguns minutos – uma solução para quem chega à noite e quer apenas passar na loja, retirar seu jantar e ir para casa. Outra vantagem de comprar pelo Floripa Airport Shop é a garantia de preços mais baratos. O site tem descontos exclusivos para quem compra online. Para o mês de estreia, a Zurich Airport Brasil, concessionária do aeroporto, disponibilizou o cupom bemvindo10, que dá 10% de desconto em todo o site. O usuário deve apenas aplicar o cupom no carrinho de compras e finalizar o pedido.

TECNOLOGIA & EXPERIÊNCIA

O Floripa Airport Shop foi desenvolvido a partir de uma leitura do comportamento de consumo atual, no qual o passageiro busca cada vez mais antecipar decisões, ganhar tempo e ter conveniência ao longo da jornada de viagem. A possibilidade de comprar online antes ou durante a permanência no aeroporto responde a essa demanda por praticidade e autonomia. O design intuitivo e responsivo do site foi pensado para facilitar a jornada de compra, desde a busca de produtos até o pagamento e retirada. “Com o Floripa Airport Shop, damos mais um passo na construção de um aeroporto cada vez mais completo, conectado às necessidades do passageiro moderno e focado na conveniência. É uma plataforma que reúne serviços essenciais em um só lugar, com praticidade e segurança”, afirmou Danilo Sesiki, Diretor Comercial e Marketing da Zurich Airport Brasil, durante o evento. Hospedado na plataforma VTEX, referência global em e-commerce e soluções de unified commerce, o Floripa Airport Shop garante uma operação segura e escalável, conectando os ambientes físico e digital do aeroporto. O evento marcou também a inauguração do Lounge Floripa Airport Shop, um novo espaço de convivência na área de check-in do terminal. No local, funciona uma estação de Informações digital – um totem interativo que permite ao usuário percorrer virtualmente o aeroporto, localizar serviços, tirar dúvidas e orientar sua jornada de forma prática e autônoma. Para conhecer e usufruir do Floripa Airport Shop: seu novo destino de compras e praticidade, basta CLICAR AQUI.
GRAMADO – INTELIGÊNCIA TURÍSTICA

Gramado avança na inteligência turística e lança painel interativo com dados abertos do Observatório do Turismo. Com o objetivo de tornar a informação mais acessível e qualificar a tomada de decisões no turismo, Gramado passa a contar com um novo painel interativo de dados abertos, que permite análises mais dinâmicas e aprofundadas sobre a atividade turística no município. A ferramenta integra a estratégia de inteligência turística do destino e foi desenvolvida pelo Observatório do Turismo de Gramado, em parceria com o Núcleo de Inovação e Desenvolvimento em Observação, Desenvolvimento e Inteligência Turística e Territorial (NID ODITT) da Universidade de Caxias do Sul. O painel amplia o acesso às informações e possibilita que poder público, trade e demais interessados explorem os dados de forma detalhada, contribuindo para decisões mais assertivas e baseadas em evidências. O lançamento oficial, acompanhado de um treinamento para utilização da plataforma, está previsto para o dia 14 de maio, quando serão apresentadas as funcionalidades e possibilidades de uso. Mais informações sobre o evento serão divulgadas em breve. Mesmo antes do lançamento oficial, o painel já está disponível para acesso público. A Secretaria de Turismo incentiva sua utilização desde já e convida os usuários a contribuírem com sugestões, fortalecendo o aprimoramento contínuo da ferramenta e a cultura de dados no turismo local. O acesso pode ser feito AQUI.

OBSERVATÓRIO DO TURISMO
Com base nas informações do portal Tableau Public do Observatório do Turismo de Gramado e nas divulgações oficiais sobre esse painel interativo (desenvolvido em parceria com a UCS), a abordagem dos dados concentra-se na Inteligência Turística para a gestão do destino. A estrutura de dados abordada na fonte pode ser dividida nos seguintes eixos principais: Fluxo turístico e volume de visitação – O painel monitora quantitativamente a entrada de visitantes no município, utilizando dados de diversas fontes (como praças de pedágio e registros de fluxo). Contagem de visitantes: Séries históricas (desde 2019) que mostram a evolução mensal e anual do número de turistas. Pernoites: Volume total de noites dormidas na cidade, um dado crucial para medir o impacto na rede hoteleira. Recentemente, o sistema foi refinado para apontar números mais precisos (como o registro de 1,3 milhão de pernoites apenas em janeiro de 2026). Mercados Emissores: Esta seção detalha a origem de quem visita Gramado, permitindo estratégias de marketing segmentadas. Origem nacional: Divisão por estados e cidades. Historicamente, há uma predominância de visitantes do próprio Rio Grande do Sul (aprox. 40%), seguidos por São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Turismo internacional: Monitoramento de visitantes estrangeiros, com destaque para o crescimento de mercados como Estados Unidos, além dos tradicionais Argentina e Uruguai. Demografia: Dados sobre gênero, idade e comportamento (se viaja em família, casal, etc.).

IMPACTO ECONÔMICO & INFRAESTRUTURA
Os dados buscam mensurar o quanto o turismo gera de valor direto para o município. Benefícios Econômicos: Arrecadação de impostos vinculados ao setor (como o ISS) e geração de empregos formais em hotelaria e gastronomia. Capacidade Instalada: Mapeamento da oferta, incluindo número de meios de hospedagem (hotéis, pousadas), leitos disponíveis, restaurantes e agências de turismo. Gasto Médio: Estimativa do ticket médio diário do visitante durante a estadia. Gastronomia e Serviços: Quantitativo de estabelecimentos ativos no setor de alimentos e bebidas e serviços de apoio ao turista (guias e agências). Eventos: Monitoramento da quantidade de eventos realizados e o número de participantes, refletindo a vocação de Gramado para o turismo de negócios e entretenimento. O Observatório utiliza o Tableau para comparar o desempenho atual com anos anteriores (série 2019-2026), permitindo analisar: Recuperação Pós-Crises: Como os dados refletem a retomada após os eventos climáticos de 2024. Sazonalidade: Identificação clara dos picos de visitação durante eventos como o Natal Luz e o Festival de Cinema. A fonte utiliza o conceito de Dados Abertos (Open Data) para democratizar o acesso à informação. O objetivo não é apenas expor números, mas oferecer uma ferramenta de suporte à decisão para o “trade” turístico (hotéis, parques e restaurantes) e para o planejamento público, transformando registros brutos em indicadores de desempenho do destino.

14º FEITO EM GRAMADO

A propósito, a 14ª Feito em Gramado, feira que celebra os produtos de origem e a força da indústria e do artesanato do município, abre suas portas no próximo dia 30 de abril, no Expogramado. O lançamento oficial do evento ocorreu na última quinta-feira (23), em coletiva de imprensa realizada no Parque Lumni, onde foram apresentadas as novidades desta edição histórica. Promovida pela Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico, a feira terá mais de 2.000 m² de área de exposição, abrigando cerca de 190 expositores. O secretário André Castilhos destaca que o foco deste ano vai além da venda direta. “A Feito em Gramado transcende o conceito de feira, é um movimento de inovação e vitrine para o talento local. Nosso propósito é revelar a essência do produto gramadense: uma união rara entre criatividade, técnica impecável e a tradição que a nossa terra possui”, disse. Já o prefeito Nestor Tissot reforçou que o crescimento do evento é um reflexo do sucesso dos empreendedores locais. “A cada ano a feira cresce e movimenta nossa economia de forma mais pujante. É o momento em que a nossa comunidade e os turistas podem ver de perto a qualidade do que é produzido aqui”, afirmou o prefeito.

EUA – RESTRIÇÃO DE VISTOS PARA BRASILEIROS

Por conta do gigantesco desgoverno que só faz falar asneira e, quanto mais fala, mas se afunda, o governo americano anunciou na última quinta-feira (16) uma ampliação nas restrições de vistos voltadas à América Latina e ao Caribe. A decisão, divulgada sem detalhar nomes ou nacionalidades, já atinge 26 pessoas em um primeiro momento e reforça uma estratégia que mistura segurança, política externa e pressão diplomática. O tema vai além da imigração e entra no campo da geopolítica, com impacto potencial em relações bilaterais e até no turismo corporativo. Na prática, o Departamento de Estado dos EUA decidiu expandir uma política que já existia, mas que agora ganha mais peso e abrangência. A ideia é bloquear a entrada de indivíduos considerados ligados a interesses que possam ameaçar a segurança ou a economia americana. Um episódio recente ajuda a entender como essa política funciona na prática. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teve seu visto americano retirado após participar de uma manifestação em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. Embora o foco inicial esteja em autoridades e figuras públicas, o efeito indireto pode atingir outros setores. Empresários, executivos e até profissionais ligados a projetos internacionais podem sentir reflexos desse endurecimento.

TURISMO

Para quem trabalha com turismo, especialmente viagens corporativas e eventos, o cenário exige atenção. Mudanças nas regras de entrada nos Estados Unidos costumam gerar impacto imediato na demanda, no planejamento e na confiança do viajante. Além disso, a falta de transparência sobre critérios pode aumentar a percepção de risco. E quando isso acontece, o fluxo de viagens tende a desacelerar. A escolha da América Latina e do Caribe como foco não é aleatória. A região tem ganhado relevância estratégica nos últimos anos, seja por recursos naturais, posição geográfica ou disputas de influência entre grandes potências. Ao endurecer a política de vistos, os Estados Unidos enviam um recado claro sobre como pretendem atuar nesse cenário. Por outro lado, governos locais podem reagir. Medidas desse tipo costumam gerar respostas diplomáticas, ainda que discretas, e podem afetar negociações em outras áreas. O principal ponto de atenção agora é entender até onde essa política vai. O número inicial de 26 pessoas pode ser apenas o começo de uma lista maior. Outro fator importante é acompanhar se haverá maior clareza nos critérios adotados. Hoje, a falta de transparência deixa margem para interpretações e aumenta a tensão entre países. Também vale observar como outras nações da região vão se posicionar. Dependendo da reação, o tema pode ganhar escala e influenciar acordos comerciais, cooperação internacional e até decisões no setor de turismo.

NÚMEROS MANIPULADOS
Cabe ressaltar que até os relatórios do IBGE não são mais confiáveis, uma vez que aqueles que falavam a verdade foram exonerados. Você acredita mesmo que o Brasil recebeu esses milhões de turistas? Em tempo algum! Devemos estar estagnados naqueles mesmo 6 milhões. Cabe ressaltar que os grandes eventos, entre eles as feiras de turismo, já não cabem mais na categoria de “movimento pontual” no turismo brasileiro. Viraram engrenagem e das grandes. Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro Foz do Iguaçu, Curitiba, Balneário Camboriú e Gramado, na fenomenal Serra Gaúcha, que sustentam uma economia que não para, ocupam hotéis fora de temporada, enchem restaurantes em dias comuns e mantêm uma cadeia inteira girando, do motorista de aplicativo ao pequeno fornecedor. Os números ajudam a entender o tamanho disso. Em São Paulo, foram 47,2 milhões de turistas em 2025, com R$25,4 bilhões gerados. Não é coincidência. A cidade funciona como uma máquina de eventos, com agenda praticamente contínua entre feiras, congressos e grandes atrações. No Rio de Janeiro, o turismo movimentou R$24,5 bilhões até novembro do mesmo ano, impulsionado por um calendário que mistura entretenimento, eventos corporativos, esportivos e culturais ao longo de todo o ano, segundo dados oficiais das prefeituras.

ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO
O que antes era pico, agora virou base. Os eventos deixaram de ser exceção e passaram a estruturar a economia urbana. O problema é que essa força toda ainda não vem acompanhada de uma medição à altura. Falta precisão, falta padrão e, principalmente, falta transformar números em estratégia de longo prazo. De fato, números inflados e pouca estratégia: o desafio de medir o impacto dos eventos no Brasil, estamos em um universo de mentiras criadas lá atrás e ampliadas ano a ano para satisfazer o ego de prefeitos e secretários. Esse avanço não significa uniformidade. Cada destino ainda mede do seu jeito, o que dificulta qualquer comparação mais séria entre cidades. Para fins de comparação, é importante que as metodologias sejam replicáveis, razão pela qual sempre há a demanda da descrição da metodologia. Muitos países contratam empresas especializadas para elaboração destas projeções ou medições, mas características locais precisam ser levadas em consideração, como as formas de pagamento mais utilizadas pelos participantes, volume de patrocínio, entre outros pontos. No Brasil, entretanto, cada prefeitura usa parâmetros próprios para divulgar os resultados de seus eventos, e raramente são transparentes em termos de metodologia.

NARRATIVA GOVERNAMENTAL

Sem uma base comum, o risco de distorção cresce. E essa lógica contamina a percepção do impacto real. Não se pode iniciar os cálculos a partir de estimativas equivocadas de eventos anteriores e a pressão política para gerar números maiores sempre. Estamos em um universo de mentiras criadas lá atrás e ampliadas ano a ano para satisfazer o ego de prefeitos, secretários, ministro e presidente. O fato de não haver uma cobrança mais sistemática da imprensa e da sociedade por coerência nos números faz com que qualquer informação valha. São números jogados ao vento, sem resultados concretos e perceptíveis pelo cidadão comum”, pontua. Se o poder público ainda patina, o setor privado tenta organizar essa conta com mais métodos. É o que aponta Doreni Caramori Júnior, presidente da Abrape, Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. “Atualmente, o que conseguimos medir com precisão são os indicadores de emprego formal, como estoque de vagas e saldos de contratações, além do número de empresas ativas. Essas informações vêm de bases oficiais como o Novo CAGED, a RAIS e dados da Receita Federal.” Olhando todas as pontas, a conclusão é que a discussão sobre eventos no Brasil já não é mais sobre relevância, isso está resolvido há tempos. A pergunta agora é outra, bem mais incômoda e urgente: quanto dessa potência a gente realmente entende e quanto ainda está sendo contado no escuro? Porque sem medir direito, o risco é seguir celebrando números grandes enquanto as decisões continuam pequenas.

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