Cerca de 300 estudantes de duas instituições de ensino de Itajaí participaram nesta semana de oficinas de percussão afro-brasileira promovidas pelo Projeto Percussão Catarina. As atividades ocorreram na Escola Básica Arnaldo Brandão e no Instituto Sorrir como parte da programação comemorativa do aniversário do município, celebrado em 15 de junho.
A iniciativa é conduzida pelo músico e educador musical Luciano Candemil, que esteve acompanhado dos artistas Marcelo Fernandez, Patrícia Constâncio e Maria Virgínia durante a aula-show apresentada aos alunos.
As oficinas abordaram aspectos teóricos e práticos dos ritmos de origem afrodiaspórica, por meio da exposição de células rítmicas, da utilização de tambores e de reflexões sobre ancestralidade e cultura afro-brasileira.
Segundo os organizadores, o objetivo é ampliar o repertório cultural dos estudantes e estimular um olhar mais crítico sobre manifestações culturais historicamente marcadas por preconceitos e estigmas.
Idealizador do projeto, Luciano Candemil destacou a importância do contato com os estudantes para fortalecer o conhecimento sobre as raízes culturais brasileiras.

“O conhecimento é fundamental para entendermos a origem e as raízes das coisas. Esta é uma ótima oportunidade para os estudantes ampliarem seus repertórios e desenvolverem um olhar mais cuidadoso para a cultura de matriz afro”, afirmou.
A realização das oficinas também evidencia o papel do incentivo cultural e do apoio de empresas locais para a promoção de ações educativas e artísticas em Santa Catarina.
Entre os apoiadores da iniciativa está a empresa Poly, que mantém parceria contínua com o Coletivo Percussão Catarina no desenvolvimento de projetos culturais e formativos.
O projeto é realizado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Celesc, Poly e Pac Logística e Hangaragem Ltda., além de produção da Cand Music Produções Artísticas.







