Lula defende soberania do Brasil após ameaça de nova taxação dos EUA e confirma participação no G7

Lula defende soberania do Brasil após ameaça de nova taxação dos EUA e confirma participação no G7

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Ao abrir a segunda reunião ministerial de 2026, realizada nesta quarta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um discurso firme em defesa da soberania do Brasil diante da ameaça de uma nova taxação sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos.

Durante o encontro realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula afirmou que o país não aceitará tratamento inferior nas relações internacionais e reforçou a importância do fortalecimento da democracia e do multilateralismo.

“Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, declarou o presidente aos ministros.

Segundo Lula, o momento é decisivo para consolidar o papel do país no cenário internacional e reforçar o reconhecimento do fortalecimento democrático nacional.

“O Brasil não pode ser tratado como uma republiqueta insignificante. Somos um país grande, com história e relevância internacional”, afirmou.

Governo reage à proposta de taxação

O Governo Federal reagiu à recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Em nota divulgada nesta terça-feira (2), a administração brasileira manifestou indignação com a proposta e apresentou argumentos contrários à medida. O posicionamento também foi reforçado em entrevista coletiva concedida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e integrantes da equipe econômica.

Brasil aposta no diálogo para evitar novas tarifas

O presidente destacou que, desde a imposição das primeiras tarifas comerciais em julho de 2025, o governo brasileiro tem buscado negociar com as autoridades norte-americanas para reverter as medidas.

Segundo Lula, o caminho adotado continuará sendo o diálogo diplomático, sem abrir mão dos interesses nacionais.

“Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. Não fizemos bravata. Construímos argumentos para demonstrar a insensatez da punição ao Brasil”, afirmou.

Surpresa após negociação entre os países

Lula relembrou que, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Washington no início de maio, foi acordado um prazo de 30 dias para que representantes dos dois governos buscassem entendimento sobre as tarifas comerciais.

De acordo com o presidente, a negociação ainda estava em andamento quando surgiu a nova sinalização de taxação.

“Saí daquela reunião convencido de que estávamos estabelecendo uma nova lógica de relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. Por isso, fui surpreendido pela decisão anunciada”, declarou.

Participação confirmada no G7

Ao defender novamente o fortalecimento da cooperação internacional e das instituições multilaterais, Lula anunciou que participará da próxima reunião do G7, marcada para o dia 15 de junho, na França.

O grupo reúne as principais economias industrializadas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Segundo o presidente, sua presença ocorre em um momento de desafios para o sistema internacional.

“É preciso alguém tentar colocar ordem nesse processo de desmonte do multilateralismo, da democracia e da desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando como deveria, a solução não é enfraquecê-la, mas fortalecê-la”, afirmou.

Lula também voltou a defender mudanças na estrutura do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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