A iniciativa Rede de Mulheres, desenvolvida pelo Banco da Família, conquistou o Prêmio ADVB Empresa Cidadã 2026 na categoria Organização da Sociedade Civil – Social. O reconhecimento destaca projetos com relevante impacto social e práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à transformação de comunidades.
O projeto premiado é baseado em uma metodologia de inclusão financeira direcionada a mulheres empreendedoras de baixa renda, inspirada no modelo de banca comunal e sustentada pela chamada garantia solidária.
A Rede de Mulheres organiza participantes de Lages em grupos formados a partir de vínculos de confiança, apoio mútuo e corresponsabilidade, ampliando o acesso ao crédito para quem enfrenta dificuldades no sistema financeiro tradicional. Desde a implantação da iniciativa, foram formados nove grupos solidários, beneficiando 74 mulheres e liberando R$ 93,1 mil em crédito, com índice de 100% de adimplência.
O modelo combina acesso ao crédito com encontros periódicos, educação financeira, orientação empreendedora e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Para Izabela Ramos, supervisora de Responsabilidade Social da instituição, a premiação reforça a relevância do projeto na promoção da autonomia feminina e no fortalecimento das comunidades.
“A Rede de Mulheres nasceu da escuta e da convivência com mulheres que tinham vontade de empreender, mas encontravam portas fechadas no sistema financeiro tradicional. Esse prêmio reconhece uma metodologia construída com confiança, apoio coletivo e acompanhamento próximo. Mais do que conceder crédito, buscamos fortalecer a autoestima, a autonomia e oportunidades reais de transformação social dentro das comunidades”, afirma.
Segundo Isabel Baggio, presidente da organização, o reconhecimento evidencia a importância de iniciativas que unem acesso ao crédito e desenvolvimento social.
“Receber o Prêmio ADVB Empresa Cidadã é uma grande honra e reforça a missão que carregamos há mais de 27 anos: promover inclusão e desenvolvimento por meio das microfinanças. A Rede de Mulheres demonstra que, quando o crédito chega aliado à orientação, ao acolhimento e ao fortalecimento coletivo, torna-se uma ferramenta importante de geração de renda, dignidade e impacto social duradouro”, destaca.
Além do impacto econômico, a iniciativa atua no fortalecimento do empreendedorismo feminino, da autoestima e das redes locais de cooperação. De acordo com Izabela Ramos, o projeto comprova que mulheres historicamente excluídas do sistema financeiro possuem capacidade de gestão e pagamento quando recebem acesso a soluções adequadas à sua realidade.
A Rede de Mulheres também está integrada a outras ações sociais da instituição, como o Programa Despertar, inspirado na metodologia do Semáforo da Pobreza, que já beneficiou mais de 3 mil famílias com acompanhamento social, orientação e construção de planos de desenvolvimento. A iniciativa ainda mantém conexão com as microfranquias sociais da entidade, voltadas à geração de renda e à inclusão produtiva.
Sobre o Banco da Família
Fundado em 1998, em Lages, o Banco da Família atende clientes em mais de 300 cidades da região Sul do Brasil. A instituição foi reconhecida como a melhor organização de microfinanças do país e está entre as cinco melhores do mundo no setor, segundo avaliação da MicroRate em 2024.
Ao longo de sua trajetória, a entidade realizou aproximadamente 450 mil operações, impactando mais de 1,9 milhão de pessoas e liberando quase R$ 2,9 bilhões em recursos.






