A Associação das Pessoas com Deficiência para Inclusão (ADI) desenvolveu um jogo de tabuleiro para promover reflexões sobre inclusão, acessibilidade e combate ao capacitismo entre estudantes do 9º ano da rede pública de ensino de Itapema. A iniciativa integra o projeto “Adicionando Caminhos: Inclusão pela Educação”, aprovado pela Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Lazer e do Fundo Municipal para a Infância e Adolescência (FIA).
Batizado de “Trilhando a Inclusão”, o jogo foi criado como uma ferramenta lúdica capaz de transformar temas complexos em experiências interativas e participativas, estimulando o diálogo, a empatia e a construção de uma cultura mais inclusiva no ambiente escolar. As partidas são mediadas pela equipe técnica do projeto, formada por psicóloga, assistente social e educadora social, que conduzem as discussões, esclarecem dúvidas e ampliam os debates.

“Criamos este jogo para que os jovens aprendam sobre direitos, cidadania e convivência com a diversidade a partir de uma linguagem criativa, com situações próximas da realidade dos estudantes. As atividades coletivas fortaleceram a empatia e proporcionaram ferramentas para identificar, compreender e enfrentar situações de discriminação que podem acontecer no ambiente escolar ou em outros espaços sociais”, afirma Simone Bairros, psicóloga e técnica de referência do projeto.
“A atividade realizada pela ADI em nossa escola proporcionou momentos de diálogo, reflexão e troca de experiências, tornando o aprendizado mais significativo. Os estudantes participaram com entusiasmo, interesse e dedicação, contribuindo para um ambiente de respeito e aprendizado coletivo. Foi uma experiência enriquecedora para toda a turma”, ressalta Patrícia Simara Imhof Knevitz, supervisora da EMEB Joaquim Vicente de Oliveira.
Como funciona o jogo
O tabuleiro apresenta uma trilha com 68 casas, dois tipos de baralho temático e 40 perguntas relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência, à acessibilidade e ao enfrentamento do capacitismo. Durante a atividade, os estudantes são divididos em duas equipes que avançam pelo percurso de acordo com o resultado dos dados.
Ao cair em casas sinalizadas com um ponto de interrogação, os participantes respondem a perguntas de múltipla escolha. Já as casas identificadas com o símbolo de acessibilidade acionam cartas que apresentam situações do cotidiano, recompensando atitudes inclusivas com avanço no percurso ou penalizando comportamentos discriminatórios com o recuo da equipe no tabuleiro.
Oficinas em escolas municipais
A metodologia já foi aplicada por meio de oficinas práticas nas EMEBs Oswaldo dos Reis, Joaquim Vicente de Oliveira, Eunice Sebastiana Prado, Bento Elói Garcia, Paulo Reis e Maria Linhares, sempre com a presença de educadores responsáveis pelas turmas.






