As pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) apresentaram maior permanência nas oportunidades de trabalho formal no início de 2026. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que esse público foi responsável por um saldo positivo de 112.480 vagas com carteira assinada em janeiro, contrastando com o saldo geral negativo de 146 postos no período.
O levantamento aponta 790.581 admissões e 678.101 desligamentos entre os inscritos na base social. O cruzamento das informações é realizado pelo Governo do Brasil, por meio da Secretaria de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sisec/MDS), reforçando o papel da inclusão socioeconômica no fortalecimento do mercado de trabalho.
De acordo com a análise técnica, a maior permanência desse público nas vagas contribui para a redução do turnover nas empresas, indicando maior estabilidade nas relações de trabalho formal.
Bolsa Família amplia inclusão produtiva
Entre os beneficiários do Bolsa Família, foram registradas 332.022 admissões e 247.426 desligamentos, resultando em saldo positivo de 85.596 empregos. A participação desse grupo representou 15,1% das contratações e 11,8% dos desligamentos, evidenciando maior permanência nos postos de trabalho.
Os beneficiários responderam por 76% do saldo total de empregos do público do CadÚnico, consolidando o programa como uma importante ferramenta de inclusão produtiva e acesso ao mercado formal.
Crescimento contínuo do emprego formal
Entre 2023 e 2025, o mercado de trabalho formal apresentou crescimento em todas as unidades da federação. No período, o saldo geral de empregos foi de 4.412.352 vagas, enquanto o público vinculado ao Cadastro Único alcançou 4.862.471 postos.
Os dados indicam uma tendência consistente de maior permanência dos inscritos em empregos formais, reforçando o impacto de políticas públicas voltadas à geração de empregos e redução da vulnerabilidade social.
Estados concentram contratações
Em janeiro de 2026, cinco estados concentraram 58% das admissões do público do Cadastro Único: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No saldo geral, Santa Catarina liderou com 19 mil vagas, seguido por Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Juntos, esses estados responderam por cerca de 80% das novas vagas no país.
Setor de serviços lidera contratações
O setor de Serviços foi o principal responsável pela absorção de trabalhadores do CadÚnico, com saldo de 49,67 mil postos. Na sequência aparecem a Indústria e a Construção.
No cenário geral, a indústria liderou a geração de empregos, seguida pela construção e pelos serviços. A predominância do setor de serviços para esse público indica maior oferta de oportunidades de qualificação profissional e inserção no mercado.
Perfil dos trabalhadores
O nível de escolaridade predominante entre os contratados foi o ensino médio completo, representando mais de 60% das vagas tanto no saldo geral quanto entre os inscritos.
Na análise por faixa etária, jovens de 18 a 24 anos lideraram as contratações. No entanto, o público do Cadastro Único também apresentou saldo positivo em faixas mais elevadas, como 30 a 59 anos, evidenciando avanço na inclusão social de trabalhadores mais experientes.






