Projeto prevê a destinação gratuita de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, unindo assistência social, solidariedade e reaproveitamento de recursos
A Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira (22), o Projeto de Lei Ordinária nº 39/2026, que institui o programa. A iniciativa, apresentada no gabinete do prefeito Leonel Pavan, tem como objetivo ampliar o acesso à moradia digna e contribuir para a melhoria das condições de vida de famílias em situação de vulnerabilidade social no município.
Idealizado pela primeira-dama, Maria Bernardete Pavan, o projeto propõe a criação de uma política pública para receber, avaliar, armazenar e destinar gratuitamente materiais de construção e bens de uso doméstico que possam ser aproveitados por famílias que necessitam de apoio para construir, ampliar ou reformar suas casas, além de melhorar a estrutura e a organização de seus lares.
A proposta contempla materiais como tijolos, telhas, pisos, cimento, portas, janelas e instalações hidráulicas e elétricas, além de móveis, eletrodomésticos, equipamentos e utensílios domésticos essenciais. O programa busca atender necessidades que vão além da estrutura física das residências, já que a falta de mobiliário, eletrodomésticos e utensílios básicos também pode comprometer o conforto, a higiene, a segurança e a organização da vida familiar.

Critérios transparentes para garantir que a ajuda chegue a quem precisa
Conforme o projeto encaminhado ao Legislativo, a gestão e a execução social ficarão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, com o apoio dos demais setores da administração, conforme suas competências.
O acesso aos benefícios dependerá de cadastramento, avaliação socioeconômica e comprovação da necessidade familiar, observados os critérios de elegibilidade, a disponibilidade dos materiais e as prioridades estabelecidas em regulamento.
A proposta prevê atenção especial a famílias em maior vulnerabilidade social, com condições habitacionais precárias, pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes, famílias chefiadas por mulheres e pessoas atingidas por situações de emergência, calamidade pública ou desastre.
O projeto foi encaminhado ao presidente da Casa, Fabiano Olegário, com solicitação de tramitação em regime de urgência. A efetiva implantação depende da aprovação legislativa e do cumprimento das etapas legais e regulamentares previstas.
Caso aprovada, a lei deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo em até 90 dias, estabelecendo os procedimentos para cadastramento das famílias, endereço de recebimento e avaliação dos materiais, armazenamento, distribuição e fiscalização.
Com a proposta, o município busca estruturar uma iniciativa que conecta assistência social, participação da comunidade e sustentabilidade, criando condições para que materiais e bens ainda úteis possam contribuir para lares mais seguros, funcionais e dignos.






