O Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação surge como uma iniciativa estratégica de reparação e fortalecimento da defesa da Amazônia, com investimento de R$ 300 mil para fomentar produções voltadas ao meio ambiente, povos indígenas e comunidades tradicionais. As inscrições seguem abertas até 30 de abril.
Coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (SECOM/PR), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o edital conta ainda com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura e do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A iniciativa busca reconhecer produções de jornalismo investigativo, comunicação popular e educação midiática em todo o Brasil, fortalecendo redes de proteção a comunicadores e defensores de direitos humanos.
Memória, justiça e compromisso internacional
O edital está fundamentado no Plano de Ação relacionado às Medidas Cautelares 449-22 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, estabelecidas após os assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira, ocorridos em 2022, no Vale do Javari.
A proposta representa uma medida de justiça simbólica e de “não repetição”, transformando a memória das vítimas em incentivo permanente à proteção ambiental e territorial.
O concurso também se consolida como instrumento de inovação e fortalecimento institucional, ao estimular vozes que atuam contra o crime organizado e a degradação ambiental na região amazônica.
Trajetórias que inspiram a iniciativa
O edital homenageia dois nomes fundamentais na defesa da floresta. Bruno Pereira foi um dos principais especialistas em povos isolados no país, com atuação destacada na Funai. Já Dom Phillips colaborou com veículos internacionais como o The Guardian, dedicando-se à escuta de comunidades tradicionais e à preservação da floresta.
Acompanhamento e articulação internacional
Após o crime, foi instituída a Mesa de Trabalho Conjunta, no âmbito da CIDH, reunindo o Estado brasileiro e representantes das vítimas. O grupo monitora ações de segurança e o andamento das investigações na região amazônica.
O acordo foi prorrogado até julho de 2026, reforçando o compromisso com a proteção ambiental e os direitos dos povos indígenas.
Participam do acompanhamento organizações como ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Instituto Vladimir Herzog, Repórteres Sem Fronteiras, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, União dos Povos Indígenas do Vale do Javari e outras entidades ligadas à defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.






