Quatro décadas após sua criação, o Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora consolidou-se como um dos principais encontros do calendário religioso brasileiro. Realizado em Camboriú, no estado de Santa Catarina, o evento reúne milhares de participantes anualmente e fortalece sua relevância no cenário cristão nacional, além de impulsionar o turismo religioso e a dinâmica econômica regional.
Foi nesse contexto que, no último sábado (2), o deputado estadual Junior Cardoso (PL) entregou uma homenagem pelos 41 anos da instituição ao presidente Zilmar Miguel. A cerimônia contou ainda com a presença do deputado federal Marco Feliciano, que participa do congresso há 28 anos.
Autor da legislação que reconheceu oficialmente o movimento no estado, o parlamentar associou a homenagem à trajetória construída ao longo das décadas. “Como pastor e como deputado, eu não poderia deixar de reconhecer aquilo que Deus tem feito através dos Gideões. São 41 anos levando a mensagem do Evangelho, formando missionários e alcançando vidas dentro e fora do Brasil. Essa homenagem não é apenas um ato simbólico, é o reconhecimento de uma obra que impacta famílias, transforma realidades e faz parte da história catarinense”, afirmou.
O reconhecimento ocorre em um cenário em que o congresso ultrapassa o aspecto religioso e passa a exercer influência direta no desenvolvimento, na movimentação social e no setor de economia local, com a presença de milhares de visitantes e missionários de diferentes regiões do país e do exterior.
Com presença contínua no congresso, Marco Feliciano relacionou a homenagem à evolução do encontro ao longo dos anos. “Estou aqui há 28 anos participando dos Gideões e testemunhando o que esse trabalho representa. Não é apenas um encontro, é um movimento que atravessa gerações, alcança nações e mantém viva uma mensagem que chega onde muitas vezes o poder público não chega. Esse reconhecimento é justo porque traduz a dimensão do que acontece aqui”, declarou.
Ao longo dos anos, o congresso passou a ocupar espaço estratégico no calendário missionário nacional, reunindo lideranças religiosas, fiéis e representantes de diversas regiões, além de ampliar sua atuação para além do território catarinense.
Ao receber a homenagem, Zilmar Miguel destacou o significado institucional do reconhecimento. “Recebemos essa homenagem como um marco e como incentivo para seguir com a missão”, afirmou.
O Congresso Internacional de Missões reúne cerca de 200 mil participantes e chega a atrair um público equivalente ao dobro da população do município durante sua realização. Além do reconhecimento estadual, a iniciativa já havia sido declarada patrimônio imaterial por legislação municipal.
A lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina formaliza a inclusão dos Gideões Missionários da Última Hora no patrimônio cultural imaterial catarinense, consolidando o reconhecimento à sua atuação ao longo de mais de quatro décadas.
O evento contou com diversas autoridades, entre elas Carlos Bolsonaro, o deputado Ismael dos Santos e o ex-secretário da Casa Civil catarinense Kennedy Nunes.
Qual a origem?
O congresso foi criado pelo pastor Cesino Bernardino. Segundo a entidade, ele teria recebido uma visão divina no final da década de 1970, quando teria sido revelado que Camboriú — então com ruas de barro e infraestrutura limitada — seria conhecida mundialmente por uma grande obra missionária.
O encontro começou como uma iniciativa voltada aos membros da igreja do município, com foco em formação missionária, envio de evangelistas e fortalecimento da liderança cristã. A primeira edição ocorreu em 1983.
O nome é inspirado na figura bíblica de Gideão, conhecido por liderar um pequeno exército para libertar Israel dos midianitas. Da mesma forma, segundo a instituição, o congresso busca reunir missionários preparados para enfrentar os desafios espirituais contemporâneos.






