Cerca de 1.030 mudas de plantas nativas da Mata Atlântica foram doadas, na última sexta-feira (16), pela Águas de Bombinhas ao Horto Municipal de Bombinhas. A iniciativa integra uma condicionante ambiental necessária para a liberação da Licença de Instalação da nova Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do município.
As espécies doadas — Palmito Juçara e Olandi — estão ameaçadas de extinção e deverão ser utilizadas em ações de reflorestamento e paisagismo em diferentes pontos da cidade. A entrega das mudas representa mais um passo para o início das obras da nova ETE, prevista para começar nos próximos meses.
A doação está diretamente vinculada ao processo de licenciamento ambiental da obra. Com o cumprimento desta etapa, será possível realizar a limpeza do terreno onde a ETE será construída, no bairro José Amândio. A ação também viabiliza a emissão do último documento necessário por parte do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para a liberação definitiva da Licença de Instalação.
Segundo a presidente da Aegea Santa Catarina, Reginalva Mureb, o processo segue critérios ambientais rigorosos.
“O importante é que o bombinense nunca esteve tão próximo de ver o início das obras da ETE, que irá atender à universalização da coleta e do tratamento de esgoto no município”, afirma. “Tudo isso é feito de forma consistente, cumprindo o contrato de concessão, o Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Estado de Santa Catarina e as determinações regulatórias”, completa.
Importância ambiental das mudas
De acordo com Diógenes Luis de Souza, agente de fiscalização da Fundação de Amparo ao Meio Ambiente de Bombinhas (Famab), o Horto Municipal desenvolve um trabalho contínuo de conscientização ambiental.
“Além de incentivar o cuidado com o meio ambiente, realizamos ações externas de recuperação de áreas degradadas, como praças e parques. Essas mudas serão fundamentais para ampliar esse trabalho”, destaca.
O palmito-juçara é uma palmeira de grande relevância ecológica, responsável por alimentar diversas espécies da fauna e auxiliar na regeneração da floresta. Já a Olandi é uma planta típica de florestas úmidas, adaptada ao clima tropical e às condições sombreadas da Mata Atlântica.
Para a analista ambiental da Águas de Bombinhas, Luana Soares Silva, a ação reforça o compromisso com a sustentabilidade.
“A ideia é aliar o saneamento básico à proteção ambiental. As espécies foram escolhidas justamente por serem nativas e porque o município possui uma extensa área de preservação. A intenção é dar continuidade a esse trabalho”, finaliza.






