Escola de Surf Atalaia fortalece o surf feminino e promove inclusão social entre jovens em Itajaí

Escola de Surf Atalaia fortalece o surf feminino e promove inclusão social entre jovens em Itajaí

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O mar faz parte da identidade de Itajaí, no estado de Santa Catarina, e na Praia do Atalaia ele também se transforma em ferramenta de inclusão social, educação e protagonismo feminino. À frente dessa transformação estão as instrutoras da Escola de Surf Atalaia, que atende cerca de 100 crianças do município por meio do Projeto Itajaí Surf.

Entre as responsáveis por esse movimento está Manuela Niary Machado, de 27 anos, professora e instrutora da escola. Ela acompanha de perto a evolução do projeto e destaca o crescimento da presença feminina no esporte.

“Antes a gente só tinha professores homens e hoje conseguimos trabalhar mais com mulheres, além de capacitá-las para atuarem como instrutoras e professoras, auxiliando nas aulas”, afirma.

Voltado para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, moradores de Itajaí, o Projeto Itajaí Surf funciona no contraturno escolar, com turmas nos períodos da manhã e da tarde. Além da prática do surf, os alunos aprendem valores ligados à educação, responsabilidade, autonomia e sustentabilidade.

Segundo Manuela, o impacto da iniciativa vai além da prática esportiva. “O surf feminino tem crescido, algo que a gente estimula bastante. Hoje temos muitas meninas participando, além de mães de alunas que também demonstram interesse em aprender”, destaca.

Para ampliar ainda mais essa participação, a Escola de Surf Atalaia promove ações voltadas ao público feminino, como aulas especiais no Dia das Mães e no Dia Internacional da Mulher, além de outras atividades que incentivam a presença das mulheres no esporte.

Outra trajetória inspiradora dentro da escola é a de Joanna Camila Machado, de 18 anos. Professora da Escola de Surf Atalaia, ela começou a surfar aos quatro anos e participa de competições desde os sete. Em 2017, representou Santa Catarina no Campeonato Brasileiro de Surf, conquistando lugar entre as dez melhores surfistas da competição.

Filha de surfista, Joanna seguiu os passos do pai e hoje dedica parte da sua trajetória ao ensino do surf para crianças e adolescentes em Itajaí.

“A gente atende crianças para mostrar a diferença que o surf pode fazer nas nossas vidas”, afirma. Ela também reforça o convite para ampliar a presença feminina na modalidade. “Mulheres, venham fazer parte com a gente. O surf não é um esporte para homens, é um esporte para todos.”

Na semana do Dia Internacional da Mulher, histórias como as de Manuela e Joanna mostram que, em Itajaí, o mar também é espaço de liderança, aprendizado, desenvolvimento social e transformação. Mais do que ensinar a pegar ondas, elas contribuem para formar gerações mais confiantes, conscientes e determinadas, dentro e fora da água.

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