Governança e segurança de dados são determinantes para avanço da transformação digital no setor público em 2026

Governança e segurança de dados são determinantes para avanço da transformação digital no setor público em 2026

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A transformação digital no setor público avança no Brasil, impulsionada por iniciativas de digitalização de serviços e pelo uso crescente de dados. Atualmente, o portal Gov.br reúne mais de 4,5 mil serviços públicos digitalizados e ultrapassa 165 milhões de contas ativas, consolidando a digitalização como um caminho irreversível na administração pública. Especialistas alertam, no entanto, que o sucesso dessas iniciativas depende do fortalecimento contínuo de práticas de governança e segurança da informação, fundamentais para garantir eficiência, confiabilidade e proteção de dados sensíveis.

Apesar da ampliação dos serviços digitais, o aprimoramento das políticas de segurança e governança permanece como etapa essencial para sustentar essa evolução. Levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que, em 73% dos estados brasileiros, as políticas de cibersegurança ainda são aplicadas de forma parcial, indicando espaço relevante para avanços estruturais.

Para Cassio Brodbeck, CEO da OSTEC, empresa referência nacional em cibersegurança, alinhar esses pilares desde o início dos projetos é decisivo para assegurar a perenidade das iniciativas digitais. “A digitalização ganha mais valor quando vem acompanhada de governança e segurança. Incorporar esses elementos desde a concepção ajuda a reduzir riscos e a fortalecer a confiança nos serviços”, afirma.

Segundo o executivo, a crescente integração entre sistemas públicos e o uso intensivo de dados ampliam a responsabilidade sobre a continuidade e a proteção das informações. “À medida que os serviços se tornam mais conectados, cresce também a necessidade de garantir a resiliência e a segurança dos dados dos cidadãos”, acrescenta.

Nesse cenário, especialistas destacam que a eficiência da gestão pública está diretamente associada à qualidade e à integração dos sistemas digitais adotados. Plataformas de gestão estruturadas contribuem para maior controle, transparência e decisões orientadas por dados — benefícios que se consolidam quando apoiados por práticas consistentes de governança e segurança da informação, favorecendo uma transformação digital sustentável e de longo prazo.

O conflito entre processos tradicionais e novas demandas tecnológicas figura entre os principais desafios da transformação digital no setor público brasileiro, segundo Heitor Pires, CEO da Certifica&Co, grupo que reúne as empresas Certifica, Bry e Syngular ID. A digitalização em larga escala relacionada a assinaturas e certificados digitais exige não apenas a conversão de grandes volumes de registros, mas também a superação da cultura do papel ainda presente em diversos órgãos públicos. “Como em qualquer transição, é nesse ponto que surgem as maiores dificuldades. No entanto, quando bem conduzida, a transformação digital resulta em mais eficiência operacional, maior segurança da informação e serviços públicos mais confiáveis”, afirma.

Outro desafio relevante é o avanço da digitalização sem o amadurecimento tecnológico necessário, o que pode gerar sobrecarga operacional, aumento de riscos à segurança digital e desorganização de dados. “O uso adequado de tecnologias de identificação e formalização digital eleva significativamente o nível de proteção dos processos e previne fraudes de forma mais eficiente do que modelos tradicionais”, explica o executivo.

Nos próximos anos, a prioridade do setor público deve ser estruturar processos que permitam escalar a inovação sem comprometer a segurança. “A tecnologia avança de forma contínua, com soluções cada vez mais rápidas e eficientes para apoiar a rotina das organizações governamentais. Mas a tecnologia só gera valor quando também é segura”, destaca Heitor. Nesse contexto, a identificação e a formalização digital consolidam-se como pilares estratégicos, assegurando que transações digitais sejam realizadas por pessoas ou entidades legitimamente identificadas, com rastreabilidade e proteção de dados. “É isso que garante não apenas eficiência, mas também a confiança do cidadão nos serviços públicos digitais”, conclui.

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