O Governo do Brasil atualizou os limites de renda bruta familiar do Minha Casa, Minha Vida, ampliando o acesso ao programa e reduzindo taxas de juros para milhares de famílias. A mudança foi oficializada por meio da Portaria MCID nº 333, publicada no Diário Oficial da União.
A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e também inclui a atualização do teto dos imóveis enquadrados nas faixas 3 e 4, fortalecendo a política de habitação e ampliando o alcance do financiamento imobiliário no país.
Novos limites de renda por faixa
Com a atualização, as famílias em áreas urbanas passam a ser enquadradas da seguinte forma:
- Faixa 1: renda mensal de até R$ 3.200
- Faixa 2: renda mensal de R$ 3.200,01 até R$ 5 mil
- Faixa 3: renda mensal de R$ 5.000,01 até R$ 9.600
A Faixa 4, voltada à classe média e criada em 2025, teve o teto ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais.
Já nas áreas rurais, os limites anuais passam a ser:
- Faixa 1: até R$ 50 mil
- Faixa 2: de R$ 50 mil até R$ 70,9 mil
- Faixa 3: de R$ 70,9 mil até R$ 134 mil
- Atendimento ampliado para famílias com renda anual de até R$ 162,5 mil
Redução de juros e ampliação do acesso
A atualização permite que famílias migrem para faixas com condições mais vantajosas. Com isso, beneficiários passam a ter acesso a juros mais baixos, especialmente aqueles que, com o reajuste do salário mínimo, estavam em faixas superiores.
Na prática, famílias com renda próxima a R$ 2.900, antes enquadradas na Faixa 2, passam a integrar a Faixa 1, garantindo melhores condições de financiamento dentro do mercado imobiliário.
Impacto direto para milhares de famílias
A estimativa é de que ao menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com a redução das taxas de juros. Além disso, cerca de 31,3 mil famílias passam a integrar a Faixa 3, enquanto outras 8,2 mil, de classe média, passam a ter acesso ao programa pela Faixa 4.
Em Belém, por exemplo, uma família com renda mensal de R$ 4.900 migra de faixa, reduzindo a taxa de juros e ampliando a capacidade de financiamento de R$ 178 mil para R$ 202 mil.
Novo teto de imóveis
O valor máximo dos imóveis também foi ampliado. Para a Faixa 3, o teto sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o limite passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil, ampliando as possibilidades de aquisição de imóveis dentro do programa.






