O Governo Federal lançou a Plataforma Tela Brasil, um serviço público e gratuito de streaming voltado à exibição de produções do audiovisual brasileiro. A cerimônia de lançamento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura Margareth Menezes, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
Desenvolvida pelo Ministério da Cultura (MinC) com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa foi criada para ampliar o acesso da população à produção cultural nacional e consolidar uma política pública voltada à promoção, preservação e difusão do setor.
Os investimentos destinados à implementação da plataforma somam aproximadamente R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Os recursos contemplam licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico, acessibilidade, curadoria e gestão do projeto.
A nova ferramenta representa um avanço na democratização do acesso à cultura, disponibilizando gratuitamente produções nacionais por meio de um sistema integrado ao portal Gov.br. O objetivo é ampliar a visibilidade do conteúdo brasileiro e fortalecer a circulação das produções audiovisuais em todo o país.
Inicialmente, a plataforma estará disponível em versão web, com possibilidade de espelhamento para smart TVs. As versões para dispositivos Android e iOS deverão ser disponibilizadas em até 30 dias após o lançamento oficial.
A estrutura contará com dois perfis de utilização. O Perfil Cidadão será destinado ao acesso individual, oferecendo navegação organizada por categorias, gêneros, formatos e ferramentas de busca. Já o Perfil Direcionado atenderá ações de formação de público, curadorias temáticas e exibições coletivas em escolas, bibliotecas, museus, cineclubes, pontos de cultura, mostras e festivais.
O catálogo inicial reúne 555 produções nacionais, incluindo 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas. Parte do acervo já conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras.
Entre os títulos disponíveis estão clássicos do cinema nacional como Deus e o Diabo na Terra do Sol, A Noite do Espantalho, Xica da Silva, Carandiru, Olga, Quase Dois Irmãos e As Duas Irenes. O catálogo reúne obras de cineastas reconhecidos como Glauber Rocha, Carlos Diegues, Suzana Amaral, Jayme Monjardim, Fábio Barreto, Lúcia Murat e Arthur Fontes.
Entre as diretrizes da plataforma estão o incentivo à difusão da produção nacional, a valorização da diversidade cultural, a preservação da memória do setor e o fortalecimento da cultura como ferramenta de formação crítica e inclusão social.
Durante o evento também foi firmado um acordo de cooperação entre o ministério e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A parceria permitirá a incorporação de conteúdos do acervo da empresa pública à plataforma, ampliando a oferta de produções gratuitas para o público.
Com vigência inicial de 48 meses, o acordo prevê a disponibilização de mais de 150 títulos e cerca de 3 mil horas de conteúdo, incluindo programas como Sem Censura, Samba na Gamboa e Xodó de Cozinha. A cooperação também contempla iniciativas de integração tecnológica relacionadas ao desenvolvimento da TV 3.0.
A expectativa é que a plataforma fortaleça a presença do audiovisual nacional no ambiente digital e amplie o acesso da população às produções culturais brasileiras.






