O bolso do consumidor teve um pequeno alívio em agosto. O IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, caiu 0,32% no mês, segundo o IBGE. Foi a primeira vez em um ano que a média dos preços registrou queda.
Na prática, a redução foi influenciada principalmente por dois itens importantes no orçamento das famílias: energia elétrica e alimentos.
A energia elétrica residencial ficou 7,63% mais barata, resultado influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de milhões de consumidores.
No supermercado, o grupo de alimentação e bebidas recuou 0,34%, com destaque para a queda nos preços de produtos como batata-inglesa, cenoura, cebola e tomate.
Também contribuíram para a deflação de agosto os combustíveis, com redução nos preços do etanol, diesel e gasolina, além da queda nas tarifas de passagens aéreas.
Queda não foi generalizada
Apesar do resultado positivo, a redução dos preços não ocorreu de forma generalizada. Alguns produtos ficaram mais caros em agosto, entre eles leite longa vida, frutas e carnes.
A alimentação fora de casa também registrou aumento no período, mostrando que o alívio no índice geral não se refletiu igualmente em todas as despesas das famílias.
Alívio pode ser temporário
O desconto aplicado à energia elétrica teve caráter temporário. Com a retomada da cobrança integral das tarifas, o impacto positivo sobre a inflação tende a desaparecer.
Além disso, possíveis efeitos do clima sobre os preços dos alimentos podem voltar a pressionar o índice nos próximos meses.
Para setembro, o mercado financeiro projeta alta de 0,53% no IPCA, indicando que a queda registrada em agosto pode representar um alívio pontual para os consumidores.






