Primeiro semestre fecha com 1.147 apartamentos vendidos contra 1.010 lançados; estoque tem apenas 15,3% de lançamentos de 2026
O mercado imobiliário de Joinville registrou mais vendas do que lançamentos no primeiro semestre de 2026. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica feito com exclusividade para o SINDUSCON Joinville aponta detalhes sobre a oferta e a demanda de apartamentos novos na cidade.
Entre janeiro e junho de 2026 foram lançados 16 empreendimentos com 1.010 unidades e Valor Geral Lançado (VGL) de R$ 708 milhões.
No mesmo período foram comercializados 1.147 apartamentos, totalizando R$ 767 milhões.
O estoque disponível em junho era de 2.459 unidades.
Do total de apartamentos novos disponíveis para comercialização, apenas 15,3% foram lançamentos feitos em 2026.
“A venda acelerada dos lançamentos e o estoque enxuto são um sinal claro de absorção saudável.
Já o fato de as vendas terem superado os lançamentos no primeiro semestre do ano mostra a cautela dos empresários diante do atual cenário político e econômico.
Esse é um reflexo natural do momento, mas o mercado está longe de estagnar”, afirma Ana Rita Vieira, diretora da Indústria Imobiliária do SINDUSCON Joinville.

Valorização dos imóveis
Em Joinville, o valor médio do m² privativo dos apartamentos chegou a R$ 11.267 em junho, uma alta de 7% em 12 meses e de mais de 29% em três anos, quando o mesmo m² era negociado a R$ 8.711.
Independentemente do padrão, metragem ou número de dormitórios, a valorização tem sido consistente: as unidades de 3 dormitórios avançaram 10% no período de um ano, passando de R$ 11.145 para R$ 12.250 por m²; as de 2 dormitórios, 8% (de R$ 7.949 para R$ 8.546); e as de 4 dormitórios, 6,1% (de R$ 15.577 para R$ 16.533). Já os compactos (studios) valorizaram 18% no período, saltando de R$ 10.471 para R$ 12.383 por m².
“A consistência da curva de preços, presente em todas as tipologias, mostra a sustentabilidade do mercado joinvilense e confirma que o investimento em imóveis é atrativo.
Somada à renda de aluguel, a valorização média de 7% ao ano é um retorno bastante competitivo para investidores frente a aplicações de renda fixa, por exemplo”, diz o presidente do SINDUSCON Joinville, Renério Neto.
Intenção de compra
A intenção de compra atingiu níveis históricos no país.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Brain em junho de 2026, 52% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos meses, um crescimento de três pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025 e o maior patamar da série histórica, iniciada em 2019.
Os níveis de intenção de compra são recorde entre as novas gerações: 67% na Geração Z e 53% na Geração Y.
Entre as motivações para adquirir um imóvel estão a transição de vida (64%), com destaque para sair do aluguel (37%) ou da casa dos pais (15%). Para 40% dos entrevistados, o apartamento é o tipo de imóvel mais desejado.
Fonte: Graziela Lindener
Por: Rosilene Bejarano






