O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Governo Federal está avançando na ampliação da aviação regional por meio do programa AmpliAR, iniciativa que busca fortalecer a infraestrutura aeroportuária e ampliar a conectividade aérea em diferentes regiões do país.
Durante entrevista concedida nesta terça-feira (2), no programa Bom Dia, Ministro, o titular da pasta destacou que 13 aeroportos já foram incorporados aos contratos de concessão, elevando de 59 para 72 o número de aeroportos concedidos no país.
Segundo o ministro, os terminais incluídos nesta primeira etapa estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. A expectativa é que outros seis aeroportos da Região Norte sejam incorporados em um acordo em negociação com o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
“Nós estamos buscando soluções concretas para o transporte aéreo regional”, afirmou.
Além disso, o governo pretende incluir mais dez aeroportos da região Centro-Oeste até o final do ano, por meio da concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Brasília.
Mercado Único do Mercosul pode ampliar concorrência no setor aéreo
Outro tema abordado foi a proposta de criação de um Mercado Único do Mercosul para o transporte aéreo.
A iniciativa prevê a ampliação da integração entre os países do bloco, permitindo que companhias aéreas possam operar voos domésticos em diferentes mercados da região, mediante regulamentação específica.
De acordo com o ministro, a proposta está em fase de discussão e poderá ter definições até setembro. O objetivo é aumentar a competitividade, ampliar a oferta de voos e fortalecer a conectividade entre os países participantes.
Empresas low cost estão no radar do governo
Tomé Franca também destacou o interesse em ampliar a presença de companhias aéreas de baixo custo no mercado brasileiro.
Entre as empresas citadas estão a JetSmart e a Sky Airline, que já operam em diversos países da América do Sul e poderão se beneficiar das futuras regras de integração do mercado regional.
Segundo o ministro, o modelo de operação das chamadas companhias low cost permite oferecer tarifas mais acessíveis ao consumidor ao disponibilizar apenas os serviços essenciais durante a viagem, cobrando separadamente por itens adicionais.
A estratégia busca ampliar as opções para passageiros que procuram deslocamentos mais econômicos e estimular a concorrência no setor aéreo nacional.
Embarque biométrico deve ser ampliado nos aeroportos brasileiros
Outro avanço apresentado pelo ministro foi a implementação da Política Nacional de Identificação Biométrica, que pretende modernizar os processos de embarque em aeroportos, portos e hidrovias.
O sistema já está em fase de testes em alguns terminais, incluindo o Aeroporto de Viracopos, e utiliza reconhecimento biométrico para aumentar a segurança, agilizar o fluxo de passageiros e reduzir custos operacionais.
Segundo o Ministério, a política pública está em fase final de aprimoramento e deverá ser lançada nos próximos dias. A implantação ocorrerá de forma gradual, começando pelos grandes aeroportos e sendo expandida posteriormente para os terminais regionais.
As medidas fazem parte da estratégia do governo para fortalecer a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e estimular o desenvolvimento do transporte aéreo em diferentes regiões do país.






