O Carnaval de Itajaí é marcado por histórias que atravessam gerações e mantêm viva a tradição do samba. Dois exemplos dessa conexão são Cláudia Santos, rainha em diferentes momentos da festa, e Pâmela Martins Cândido, atual Rainha do Carnaval Papa-Siri 2026.
Mais do que títulos, as duas representam o elo entre passado e presente da cultura carnavalesca no município.
Trajetória de Cláudia Santos
Itajaiense de nascimento, Cláudia Santos iniciou sua caminhada no samba aos sete anos, inspirada pelo pai, apaixonado pela folia. Foi Rainha do Carnaval de Itajaí em 1988 e 1992, rainha de bateria da Escola de Samba Macunaíma e do Bloco Unidos do Porto, além de Cidadã Samba do bloco Michel Curuuu.
Mesmo durante o período em que o carnaval deixou de ocorrer na cidade, em 2014, manteve sua ligação com a festa ao desfilar por uma década na escola Unidos da Coloninha, em Florianópolis.
Para Cláudia, o carnaval é herança afetiva e parte essencial da identidade.
“Ser a rainha do carnaval de Itajaí foi um sonho realizado para mim. Eu tenho esse amor pelo samba, que herdei do meu pai. Então representar nossa cidade nesse evento tão importante foi uma honra. As histórias e emoções vividas fazem parte de mim até hoje”, destaca.
Continuidade com Pâmela Martins Cândido
Atual Rainha do Carnaval Papa-Siri 2026, Pâmela Martins Cândido simboliza a continuidade dessa tradição. Natural de Itajaí, foi Rainha do Carnaval de Itajaí em 2011, Passista de Ouro em 2012 e Rainha do Carnaval de Navegantes em 2023.
Aos 32 anos, também atua como coach de samba, promovendo workshops e compartilhando conhecimento com mulheres interessadas no ritmo. Em 2025, desfilou pela escola Imperatriz Leopoldinense na Marquês de Sapucaí.
“Estou muito feliz em representar Itajaí depois de 12 anos sem ter uma corte momesca na cidade. Pra mim, o samba está no sangue. Não consigo imaginar uma vida sem samba e sem carnaval. É uma paixão e uma tradição que vem de família. Sou mãe e passo essa cultura para meu filho, é emocionante”, afirma.
Cultura que atravessa gerações
Entre lembranças e conquistas, as trajetórias de Cláudia e Pâmela reforçam que o Carnaval Papa-Siri é movido por pertencimento, dedicação e alegria coletiva. A tradição do samba em Itajaí segue viva graças a mulheres que transformam paixão em legado cultural.






