O Presídio Masculino de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, adotou a chuva como aliada estratégica na gestão de recursos hídricos. Com a implantação de um sistema de reaproveitamento da água da chuva, a unidade passou a economizar mais de 3,2 milhões de litros de água potável por mês, o que representa cerca de 80% do consumo total do presídio.
Os reflexos da iniciativa vão além da sustentabilidade ambiental. A medida também gera impacto direto nos cofres públicos, com uma redução superior a R$ 77 mil mensais em custos, demonstrando que práticas sustentáveis podem caminhar junto com a responsabilidade fiscal dentro do sistema prisional.
O funcionamento do sistema começa na captação da água nos telhados da unidade. A água da chuva é conduzida por calhas até uma cisterna com capacidade para 470 mil litros, sendo utilizada nas descargas sanitárias, na limpeza das dependências e na lavagem das viaturas. Com isso, há menor pressão sobre o abastecimento público e maior eficiência operacional.
O sistema atende diretamente 680 internos e cerca de 50 servidores. Durante períodos de estiagem, o abastecimento é complementado com a captação de água de um lago localizado ao lado do presídio, garantindo a continuidade das atividades sem prejuízos à rotina da unidade.
Ao longo de um ano, a economia ultrapassa 39 milhões de litros de água. Para a secretária da Secretaria de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim, o projeto reforça que é possível inovar, preservar recursos naturais e, ao mesmo tempo, assegurar o uso eficiente do dinheiro público.






