O Brasil retomou o protagonismo nas discussões globais sobre meio ambiente e mudança do clima após a reconstrução das políticas ambientais no período de 2023 a 2025, durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O país saiu de um cenário de desmonte institucional, recordes de desmatamento e isolamento internacional para uma posição de liderança, reconhecida por organismos multilaterais e governos estrangeiros.
Ao assumir o governo, a gestão encontrou órgãos ambientais fragilizados, fiscalização reduzida, paralisação do Fundo Amazônia e bloqueio de acordos comerciais estratégicos. A resposta veio com uma ampla recomposição da estrutura do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ibama e do ICMBio, aliada à retomada de políticas públicas integradas que passaram a tratar a preservação ambiental como eixo central do desenvolvimento econômico.
“Transformamos a política ambiental em uma agenda transversal de governo. Reduzimos o desmatamento, fortalecemos instituições e mostramos que não há futuro econômico sem sustentabilidade”, destacou a ministra Marina Silva.
Queda histórica do desmatamento
Os resultados foram expressivos:
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Amazônia: redução de 50% do desmatamento, com três anos consecutivos de queda. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram registrados 5.796 km², a terceira menor taxa desde 1988.
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Cerrado: redução acumulada de 32,3%, interrompendo cinco anos seguidos de alta.
Esses números evitaram a emissão de aproximadamente 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, volume comparável às emissões anuais somadas de Espanha e França.
Fiscalização, fogo e governança
O reforço orçamentário permitiu a maior contratação de brigadistas florestais da história em 2025. Como reflexo, o país registrou redução de 39,5% da área queimada nos seis biomas entre janeiro e novembro de 2025, com destaque para:
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Amazônia: queda de 75,8%
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Pantanal: queda de 93,3%
A implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Lei 14.944/24) foi decisiva para esses resultados.
Bolsa Verde e justiça socioambiental
Relançado em 2023, o Programa Bolsa Verde beneficiou 84 mil famílias até dezembro de 2025, com pagamentos trimestrais de R$ 600. A política alcança 436 áreas em 113 municípios, priorizando comunidades tradicionais, povos indígenas e famílias chefiadas por mulheres.
Bioeconomia e financiamento verde
Desde 2023, o governo mobilizou R$ 138,1 bilhões para a transformação ecológica, por meio de instrumentos como:
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Fundo Amazônia
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Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF)
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Fundo Clima
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Eco Invest
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Fundo Nacional do Meio Ambiente
Somente em 2025, o Fundo Amazônia aprovou cerca de R$ 2 bilhões em projetos, o maior volume anual desde sua criação.
COP30 e liderança internacional
O reposicionamento culminou com o Brasil sediando a COP30, em Belém (PA), consolidando o país como liderança no debate climático. O governo lançou iniciativas globais como:
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Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis
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Mapa do Caminho para interromper e reverter o desmatamento
Além disso, foi aprovado o Plano Clima, que estabelece diretrizes para reduzir entre 59% e 67% das emissões até 2035 e alcançar neutralidade climática até 2050.
Balanço
Entre 2023 e 2025, o Brasil deixou uma trajetória de destruição ambiental e descrédito internacional para assumir novamente sua vocação de potência ambiental global, conciliando preservação, justiça social e crescimento econômico sustentável.






