A Seara, empresa da JBS, está consolidando uma estratégia de reposicionamento da carne suína no Brasil, com foco em produtos de maior valor agregado, fortalecimento da marca e modernização do varejo. A companhia informa que já captura mais da metade da receita do segmento por meio desse modelo, baseado em inovação, padronização e diferenciação dos produtos.
O avanço ocorre em um cenário de crescimento do consumo da proteína no país. A expectativa é que o consumo per capita de carne suína alcance 19,5 quilos no Brasil, consolidando a categoria entre as proteínas com maior expansão no mercado nacional. Atualmente, o produto está presente em 93% dos lares brasileiros. Apesar desse crescimento, cerca de 80% das vendas em açougues ainda ocorrem sem identificação de marca ou procedência, cenário que a empresa busca transformar com sua estratégia de mercado.
Santa Catarina, maior produtor e exportador de carne suína do país, ocupa posição estratégica nesse movimento. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o estado lidera a produção nacional da proteína. Nesse contexto, a companhia mantém operações em 24 municípios catarinenses, com aproximadamente 24 mil colaboradores e mais de 2,5 mil produtores integrados.
Na cadeia produtiva de suínos, a empresa possui três unidades industriais localizadas nos municípios de Seara, Itapiranga e São Miguel do Oeste, fortalecendo a presença da marca na região Oeste catarinense.
De acordo com João Campos, presidente da companhia, o crescimento do consumo abre espaço para uma nova etapa do mercado, na qual qualidade, conveniência e confiança ganham maior relevância na decisão de compra.
No centro da estratégia está o Programa Açougue Suínos Seara Reserva, iniciativa voltada à profissionalização do varejo por meio da padronização dos processos, redução de perdas operacionais, qualificação da mão de obra e fornecimento de produtos certificados.
O programa já está presente em mais de 1.300 lojas e conta com o suporte de mais de 130 consultores especializados. Segundo a empresa, a iniciativa registra índice de retenção de 93% entre os clientes e contribui para ampliar margens, reduzir desperdícios e aumentar o fluxo de consumidores nos estabelecimentos participantes.
Além dos ganhos operacionais, a iniciativa tornou-se um instrumento estratégico para fortalecer o relacionamento com o varejo, aumentar a previsibilidade da demanda e ampliar a inteligência de mercado.
Segundo João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da companhia, o objetivo é liderar a evolução da carne suína no país por meio da valorização da marca, da padronização dos produtos e da geração de valor em toda a cadeia produtiva.
Paralelamente, a empresa amplia os investimentos em inovação no portfólio, oferecendo cortes porcionados, produtos temperados e soluções voltadas ao preparo em forno e air fryer. Atualmente, esses itens representam 49% da receita da categoria, com expectativa de atingir 60% até 2027.
A companhia também aposta na valorização de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além das linhas Suculentíssimo e Seara Reserva, direcionadas ao mercado de maior valor agregado e conveniência.
Ao combinar fortalecimento da marca, inovação e transformação do ponto de venda, a empresa busca ampliar sua participação em um dos segmentos mais promissores da indústria de alimentos brasileira.
Sobre a empresa
A JBS é uma empresa global do setor de alimentos, com atuação em mais de 20 países e um portfólio diversificado que inclui proteínas bovina, suína, de frango, ovina, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e comercializa produtos em aproximadamente 180 países.
Em Santa Catarina, a empresa mantém 25 fábricas distribuídas pelas macrorregiões do estado, além de granjas, incubatórios, centros de distribuição, operações portuárias, transportadora e um Centro de Biotecnologia Avançada, consolidando-se entre as maiores empregadoras catarinenses.






