VIAGENS CORPORATIVAS
O volume movimentado pelas agências associadas alcançou R$ 1,26 bilhão, ante R$ 1,23 bilhão em julho de 2025, de acordo com estudo mensal que avalia 11 setores de atuação deste mercado. O desempenho foi sustentado principalmente por Serviços Aéreos, que responderam por aproximadamente 59,6% do faturamento total e registraram variação positiva de 7,06%, passando de R$ 700,8 milhões para R$ 750,3 milhões. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o faturamento com viagens avançou 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, passando de R$ 7,8 bilhões para R$ 8,4 bilhões. O resultado do aéreo contrasta com a leve retração observada em Hotéis, segundo maior componente da receita do setor. A categoria, responsável por cerca de 30,4% do faturamento, apresentou variação negativa de 0,32%, mantendo-se praticamente estável, com R$ 383,9 milhões movimentados em julho de 2026.
No período o número de transações do setor avançou 2,55%. Com isso, o tíquete médio teve alta de apenas 0,69%, passando de R$ 390,52 para R$ 393,22. “Os números mostram um mercado que continua crescendo, mas de maneira bastante seletiva. O transporte aéreo permanece como o principal motor do faturamento das viagens corporativas, enquanto a hotelaria apresenta estabilidade. Ao mesmo tempo, observamos movimentos importantes em categorias complementares, que refletem mudanças no perfil e na composição das viagens de negócios”, afirma Douglas Fernandes de Camargo, diretor executivo da Abracorp.

SEGURO VIAGENS

Entre os demais segmentos, Transfer e Seguro Viagem tiveram as maiores altas percentuais do período, com crescimento de 33,40% e 34,08%, respectivamente. Transfer movimentou R$ 6,3 milhões, enquanto o Seguro Viagem alcançou R$ 2,2 milhões. Já Locação de Veículos registrou queda de 13,20%, com faturamento de R$ 35,4 milhões, enquanto Pacotes de Viagens/Lazer recuaram 6,93%, com R$ 11,4 milhões. Rodoviário apresentou queda de 19,71%, movimentando R$ 8,2 milhões. No acumulado, o faturamento também foi impulsionado por Serviços Aéreos, que registraram crescimento de 11,9% e permanecem como a principal categoria de serviços estudada. Houve também expansão em Hotéis, Locação de Veículos e Demais Serviços. Entre os destaques de crescimento estão ainda Seguro Viagem, com alta de 64,6%, e Transfer, que avançou 22,1%. “Na última GBTA Convention 2026, que ocorreu recentemente, em Chicago, foi apresentado um registro muito importante para nós. O Brasil está entre os mercados de maior crescimento, com avanço projetado de 13,8% em 2026”, lembra Douglas.

PASSAGENS AÉREAS NAS ALTURAS

Estranha essa pesquisa da Abracorp sobre a saúde das cias aéreas, tanto que, julho, tradicionalmente marcado pelo aumento das viagens por causa das férias escolares, trouxe uma diferença significativa entre os preços das passagens aéreas e rodoviárias. Em 2026, enquanto a tarifa média de ônibus avançou 5,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, o preço das passagens aéreas disparou 41,9%, segundo dados do IPCA/IBGE. O levantamento é do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A diferença representa uma inflação oito vezes maior no transporte aéreo e foi a maior distância entre os dois modais registrada pelo índice desde o início do ano. O resultado também reforça a competitividade do transporte rodoviário em um período de forte demanda, quando a sazonalidade costuma pressionar os preços das viagens. O comportamento das tarifas de ônibus chama atenção ainda pelo cenário de custos enfrentado pelas empresas. O preço do diesel, um dos principais insumos do transporte rodoviário, aumentou 14% em relação a julho de 2025. Mesmo assim, o reajuste médio das passagens ficou em 5,1%, indicando que parte da elevação dos custos foi absorvida pelas viações. O índice rodoviário ficou ligeiramente acima do IPCA geral, que acumulou alta de 4,4% no período, e do IPCA de Transportes, de 3,7%. Ainda assim, permaneceu muito distante da variação registrada pelas tarifas aéreas.

PASSAGENS RODOVIÁRIAS

Na comparação mês a mês, o cenário também aponta para uma pressão menor sobre os passageiros. As passagens rodoviárias subiram 2,6% entre junho e julho de 2026, abaixo dos 4,5% registrados na mesma comparação em 2025. A alta observada entre junho e julho está diretamente relacionada ao comportamento sazonal do mercado. Julho concentra o período de férias escolares e, consequentemente, costuma registrar aumento na procura por viagens. Na série sem ajuste sazonal do IRCB, as tarifas de ônibus avançaram 2,6% no intervalo entre junho e julho de 2026. Quando os efeitos típicos do calendário e das férias são retirados pela Fipe, porém, o resultado passa a ser uma queda de 0,7%. A leitura indica que o avanço mensal esteve principalmente associado ao aquecimento da demanda no período de recesso. Já a comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, feita entre dois meses igualmente influenciados pelas férias escolares, aponta uma variação de 5,1% e permite observar com mais clareza o comportamento das tarifas ao longo de um ano. Distâncias mais longas tiveram menor reajuste. As viagens de até 100 quilômetros apresentaram a maior alta na comparação anual, de 8,5%. Nos percursos de média e média-longa distância, os reajustes ficaram entre 5,3% e 6,1%. Já os deslocamentos superiores a 400 quilômetros registraram o menor aumento entre as faixas analisadas: 3,2%.

GANÂNCIA
O preço dos bilhetes aéreos subiram e os rodoviários caíra. No mesmo intervalo, a inflação das passagens aéreas chegou a 102%, enquanto o preço do diesel avançou 109,2%. Os números indicam que, apesar da pressão dos custos operacionais, a variação acumulada das tarifas rodoviárias permaneceu abaixo tanto do combustível quanto do transporte aéreo. Férias de julho são sagradas para a família brasileira, e viajar não pode virar um pesadelo no orçamento. O IRCB mostra que o ônibus seguiu sendo o que ele sempre foi: a certeza de que a viagem é previsível e cabe no bolso, em qualquer canto do país. Fica claro que a ganância das cias aéreas falam muito mais alto. Por isso, não é à toa, que faz tempo que os ceus do Brasil não estão azuiz como alega a pesquisa da Abracorp.

GOL & AVIANCA

Tanto é verdade que, o desempenho financeiro do Grupo Abra (Gol/Avianca), foram gerados US$ 2,6 bilhões em receita operacional durante o segundo trimestre, um aumento de 17,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita com passageiros alcançou US$ 2,1 bilhões, apoiada pela resiliência da demanda, pela execução comercial disciplinada e pela expansão da malha em mercados estratégicos. As operações de carga e outros negócios geraram US$ 448 milhões em receita, um crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior. Os volumes de carga aumentaram quase 16%, impulsionados pelo forte desempenho tanto das operações com aeronaves cargueiras dedicadas quanto das operações em aeronaves de passageiros. Além disso, os programas de fidelidade Smiles e LifeMiles continuaram a crescer, apoiados pelo aumento do engajamento dos membros em todo o Grupo.

Com os preços dos combustíveis permanecendo elevados durante o trimestre, a Abra implementou uma estratégia abrangente de mitigação, focada em hedge de combustível, gestão disciplinada da capacidade, recuperação comercial e eficiência de custos. O Grupo conseguiu compensar 49% do aumento dos custos com combustível, alcançou US$ 70 milhões em economias de custos e gerou US$ 75 milhões em sinergias adicionais durante o período, reforçando sua capacidade de navegar em um ambiente volátil enquanto segue executando sua estratégia de crescimento de longo prazo. Com aproximadamente 48 milhões de membros em seus programas de fidelidade, uma frota de mais de 300 aeronaves e operações que abrangem a América Latina, a América do Norte, a Europa e outras regiões, a Abra segue construindo uma das principais plataformas de aviação da região, conectando pessoas, empresas e comunidades em todo o mundo.

AZUL

Já a Azul transportou mais de 2,65 milhões de passageiros em julho de 2026, considerando voos domésticos e internacionais, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No mesmo período, a companhia ofertou mais de 3,28 milhões de assentos. Entre janeiro e julho, o número de passageiros transportados superou 17,65 milhões, enquanto a oferta chegou a 22,21 milhões de assentos. Os dados divulgados pela companhia também mostram as rotas e os aeroportos com maior fluxo de passageiros durante julho. A ligação entre Recife (PE) e Guarulhos (SP) liderou o ranking das rotas mais movimentadas da Azul no mês, seguida por Recife (PE)–Viracopos (SP), Porto Alegre (RS)–Viracopos (SP), Congonhas (SP)–Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP)–Confins (MG). A companhia, que informa ser a maior do Brasil em número de cidades atendidas e de rotas domésticas diretas, também aponta a manutenção de sua presença em Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas e Pará. Segundo a Azul, o desempenho registrado em julho e no acumulado dos sete primeiros meses do ano reforça sua atuação nesses estados e a estratégia voltada à conectividade regional. No acumulado de janeiro a julho, os mais de 17,65 milhões de passageiros transportados representam o volume registrado pela companhia em suas operações nacionais e internacionais nos primeiros sete meses de 2026. No mesmo intervalo, a oferta superou 22,21 milhões de assentos. A relação entre o volume de passageiros e a oferta mostra a dimensão da operação da companhia ao longo do período. Somente em julho, os mais de 2,65 milhões de passageiros embarcaram em uma malha que disponibilizou mais de 3,28 milhões de assentos. Uma coisa é certa. Essas contas não fecham !

A380 & GALEÃO

O Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, foi autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a receber três modelos de grande porte: o Airbus A380, o Boeing 747-8 e o Boeing 777-9. A mudança foi formalizada pela Anac por meio de alteração no certificado operacional do Galeão, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (14). A autorização estabelece as condições para que o aeroporto possa atender aos três modelos. O Airbus A380 é atualmente o maior avião comercial de passageiros em operação. Com dois andares, a aeronave pode transportar mais de 500 passageiros, dependendo da configuração adotada pela companhia aérea. O Boeing 747-8 também está entre os maiores aviões comerciais em uso e pode ser empregado tanto em operações de transporte de passageiros quanto de carga. Já o Boeing 777-9 integra a nova geração de aeronaves de grande porte da fabricante norte-americana. Para receber as aeronaves, o aeroporto deverá cumprir as exigências de segurança estabelecidas pela Anac, além de contar com programação operacional específica e interesse comercial das companhias aéreas. Com a alteração do certificado, o Galeão passa a estar habilitado a receber os três modelos dentro das condições previstas pela autoridade de aviação civil. Está faltando o Floripa Airport a receber os mesmos modelos.

DIA DA AVIAÇÃO

Enquanto isso, o aeroporto de Londres Stansted comemorou o Dia Nacional da Aviação revelando que registrou seu dia de maior movimento de voos de todos os tempos, com 693 aeronaves decolando ou pousando em um único período de 24 horas durante o auge da temporada de viagens deste verão. Centenas de pessoas se uniram para alcançar o recorde de público no dia 20 de julho, durante o mês mais movimentado da história de Stansted, quando mais de 3,1 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto, enquanto famílias partiam para suas férias de verão. Julho também registrou um recorde de 8.977 voos de passageiros partindo de Stansted, o maior total mensal da história do aeroporto. Para os passageiros, o dia recorde pode ter significado simplesmente um terminal movimentado e voos lotados, mas nos bastidores uma enorme e meticulosamente coordenada operação estava em andamento para manter quase 700 movimentos de aeronaves funcionando com segurança e eficiência. O resultado foi a culminação de um planejamento meticuloso que se estendeu por quase um ano, quando as companhias aéreas elaboram seus horários com base na capacidade disponível do aeroporto. Quando o dia chega, esse plano depende de centenas de pessoas em todo o aeroporto trabalhando juntas para que seja executado com segurança e eficiência.

Em um aeroporto com pista única, a pista funciona como uma esteira rolante, com aeronaves pousando e decolando em uma sucessão cuidadosamente coordenada. Os controladores de tráfego aéreo desempenham um papel crucial, sequenciando as partidas para otimizar o uso da pista e garantir o espaçamento correto entre as aeronaves que chegam. Em solo, equipes trabalham para minimizar o tempo de preparação das aeronaves, realizando manobras de “pit stop” altamente coreografadas para deixar as aeronaves prontas para o próximo voo e manter a programação em dia. As tripulações de voo também desempenham um papel fundamental, chegando na velocidade adequada e utilizando a pista pelo menor tempo possível, contribuindo para manter o fluxo de aeronaves ao longo do dia. Desde controladores de tráfego aéreo e equipes de pista até companhias aéreas, pessoal de segurança e agentes de solo, centenas de pessoas trabalharam juntas durante todo o dia para garantir que as aeronaves estivessem em movimento e os passageiros pudessem seguir viagem. O Aeroporto de Londres Stansted serve mais destinos europeus do que qualquer outro aeroporto do Reino Unido e opera voos para mais de 200 destinos na Europa, no Oriente Médio e em outros continentes.

TURISMO EUROPEU

A propósito, cabe ressaltar que à Europa concentrou US$ 2 trilhões em gastos globais com viagens de lazer em 2025, o equivalente a um terço do total mundial, segundo dados do Economic Impact Research (EIR) 2026 do World Travel & Tourism Council (WTTC), produzido em parceria com a Oxford Economics e patrocinado pela Chase Travel. O desempenho mantém o continente na liderança do turismo de lazer durante o período de férias de verão no Hemisfério Norte. O levantamento mostra que os gastos globais com viagens de lazer somaram US$ 6,15 trilhões em 2025, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. O segmento respondeu por 80,5% de todos os gastos mundiais com viagens e turismo. Entre os principais destinos europeus, França, Espanha, Itália e Turquia seguem entre os mais procurados durante o verão. Segundo o WTTC, os países se beneficiam da demanda internacional, da diversidade de mercados emissores, da conectividade e da oferta turística. O desempenho também aparece na evolução dos gastos com lazer em 2025. A França registrou crescimento de 3,6%, enquanto a Espanha avançou 2,6% e a Itália, 2,2%.

PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO

A projeção do WTTC indica que o crescimento da Europa deve continuar além da temporada de verão. Para 2026, o continente deve registrar expansão de 3,7% nos gastos com viagens de lazer, acima da estimativa de 3,1% para o mercado global. A Itália deve liderar o avanço entre os principais destinos europeus, com crescimento projetado de 4,7% nos gastos com lazer. Na sequência aparecem Espanha, com 4,3%, Turquia, com 4,1%, e França, com 2,6%. O estudo aponta ainda que parte desse desempenho está relacionada à mudança nos fluxos internacionais de viagens. Destinos do sul da Europa têm recebido demanda redirecionada de outras regiões, o que contribui para ampliar sua participação no mercado. As projeções para 2026 consideram as condições econômicas e geopolíticas observadas no momento da elaboração do estudo, incluindo inflação, preços de energia, demanda dos consumidores e possíveis impactos de acontecimentos geopolíticos regionais. Por isso, os números podem ser revisados conforme o cenário internacional evolua.

PROGRAMA TURISMO NAS ESCOLAS

O maior programa de educação para o turismo da Serra Catarinense começou a sair efetivamente do papel na última terça-feira (18). A entrega de 25 mil cartilhas destinadas a professores e estudantes das redes pública municipal e estadual marcou uma nova etapa do programa e reforçou a proposta de estimular, desde a escola, o conhecimento sobre os atrativos e o potencial turístico da região. O programa Conhecendo a Serra Catarinense – Uma Jornada Educativa, também denominado Turismo nas Escolas, realizou a segunda capacitação voltada à formação de professores multiplicadores. O treinamento, realizado na Associação Empresarial de Lages (Acil), reuniu mais de 200 pessoas, entre professores dos 18 municípios da Serra Catarinense, gestores de turismo, prefeitos e convidados. A orientação técnica foi conduzida pela consultora do Senac, Fabiana Roeder, sob a coordenação do coordenador educacional e de pós-graduação em Inovação da instituição, Maickon Albuquerque. Uma palestra de abertura sobre a importância do turismo marcou o início dos trabalhos, seguida de uma oficina com dinâmicas e diretrizes metodológicas para a aplicação do programa Turismo nas Escolas.

O assessor de Turismo da Amures, Marinho Motta, agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância da iniciativa para a região. O diretor executivo do Cisama, Selênio Sartori, também enalteceu a participação dos professores, que passam, a partir de agora, a atuar como multiplicadores do programa em sala de aula. Durante a capacitação, foram entregues 8.500 cartilhas para alunos das séries iniciais, do 3º ao 5º ano, e outras 7.500 destinadas aos estudantes das séries finais, do 6º ao 9º ano, das redes municipais de ensino. Também foram contemplados 8.500 alunos do 1º ano do Ensino Médio da rede estadual. Para os professores, foram entregues 500 cartilhas metodológicas, elaboradas para orientar o desenvolvimento das atividades relacionadas ao turismo nas escolas. À noite, prefeitos e secretários municipais de Turismo e Educação acompanharam a entrega dos kits do programa. A prefeita de Lages, Carmen Zanotto, recepcionou o público e destacou a importância da iniciativa para a região.

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