Campanha “Missão México” mobiliza Santa Catarina para tratamento inovador de criança com síndrome rara

Campanha “Missão México” mobiliza Santa Catarina para tratamento inovador de criança com síndrome rara

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A família de Gustavo, um menino de 9 anos de Palhoça, na Grande Florianópolis (em Santa Catarina), diagnosticado com paralisia cerebral decorrente de uma síndrome rara, iniciou uma mobilização para arrecadar R$ 300 mil. O valor será destinado a um tratamento considerado revolucionário no México, o Cytotron, que estimula novas conexões neurais e pode proporcionar avanços significativos na autonomia motora e cognitiva do garoto.

A campanha, intitulada “Missão México”, começou após Gustavo ser aprovado para o protocolo terapêutico. A família busca custear a viagem e as 28 sessões diárias de uma hora, realizadas em equipamento semelhante ao de ressonância magnética, na clínica Neurocytonix, em Monterrey, referência em terapias neurológicas inovadoras. Até o momento, foram arrecadados pouco mais de R$ 32 mil.

A trajetória pelo diagnóstico

A história de Gustavo teve início antes de seu nascimento. Após pré-natal regular até a 23ª semana, a mãe precisou realizar parto de emergência na 35ª semana devido à ausência de líquido amniótico. O bebê nasceu em 26 de janeiro de 2016 com 1,7 kg. Ainda na UTI, os pais perceberam sinais atípicos no desenvolvimento. Exames posteriores confirmaram redução da substância branca e afilamento do corpo caloso, característicos de paralisia cerebral, além de uma mutação genética nunca registrada anteriormente.

“Levou um ano para conseguirmos uma ressonância”, relembra Denise Dalla’Agnol, mãe de Gustavo. “Foi quando veio o diagnóstico de uma síndrome extremamente rara, sem similar em bancos de dados mundiais.”

Terapias intensivas e luta por autonomia

Desde os quatro meses, Gustavo realiza fisioterapia, fonoaudiologia e hidroterapia. Aos dois anos, sem conseguir caminhar sem apoio, o pai construiu barras paralelas em casa para auxiliar o filho. A família também precisou recorrer à Justiça para garantir que o plano de saúde cobrisse todas as sessões necessárias, permitindo a adesão ao protocolo de reabilitação PediaSuit.

“Hoje, com quase 10 anos, Gustavo fala poucas palavras, mas já caminha e realiza algumas tarefas sozinho”, diz Denise. “Nosso maior sonho é vê-lo conquistar independência e dignidade.”

A descoberta do tratamento no México

A esperança surgiu quando Denise assistiu ao filme “Os Dois Hemisférios de Lucca”, que retrata o tratamento Cytotron, inicialmente realizado na Índia e depois levado ao México.

Desafio financeiro e apoio comunitário

O tratamento custa 35 mil dólares, e a família estima uma permanência de 40 dias no país. A viagem está prevista para abril de 2026. “Essa é a nossa porta para um futuro com mais autonomia”, afirma Denise.

A fisioterapeuta Lisiane Fabres, proprietária da clínica Life Neurodesenvolvimento, onde Gustavo faz hidroterapia, acompanhará a família na primeira semana do protocolo para avaliação técnica.

Ações beneficentes e como ajudar

O movimento solidário inclui eventos presenciais, como a 3ª Corrida Cross Country Desafio Samaras – Todos pelo Gustavo, em São Pedro de Alcântara, além de um bingo beneficente em Biguaçu, na Casa Vó Bella.

Doações podem ser feitas pela plataforma Vakinha ou via PIX para a família. “Cada contribuição é um passo para transformar esperança em realidade”, declara Edgar Espindola, pai de Gustavo.

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