O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, coproduzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O tema integra o debate nacional sobre a modernização das relações de trabalho no Brasil e foi um dos principais assuntos da edição desta terça-feira, com participação de veículos de diferentes regiões do país.
Durante a entrevista, Guilherme Boulos afirmou que a proposta busca ampliar o tempo de convivência familiar e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo ele, a medida pode garantir dois dias de descanso por semana, promovendo mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
O ministro destacou que o Governo do Brasil, sob liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoia a mudança e acompanha a tramitação no Congresso Nacional, com foco na valorização do trabalho e no desenvolvimento social.
De acordo com pesquisa do Datafolha, divulgada recentemente, 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. O modelo atual é apontado como fator de desgaste físico e limitação do convívio familiar, além de impactar o tempo destinado ao descanso, lazer, estudo e cuidados com a saúde.
Esgotamento profissional em debate
Durante a entrevista, Guilherme Boulos ressaltou que a discussão ocorre em um cenário de aumento de casos de esgotamento profissional e afastamentos relacionados ao trabalho no Brasil.
Segundo o ministro, há crescimento expressivo nos registros de burnout, com aumento significativo nos afastamentos. A redução da jornada é apontada como uma das estratégias para enfrentar esse cenário, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e da produtividade.
O ministro também defendeu que o aumento da produtividade está ligado a investimentos em tecnologia, educação e qualificação profissional, e não à ampliação da carga horária.
Mudanças na jornada de trabalho
A proposta de mudança na jornada de trabalho é tratada como prioridade pelo Governo do Brasil. As discussões buscam substituir o modelo atual por formatos que garantam dois dias consecutivos de descanso, sem redução salarial.
Durante a entrevista, Guilherme Boulos lembrou que a jornada semanal no Brasil permanece praticamente inalterada desde a Constituição de 1988, quando foi fixada em 44 horas semanais, apesar dos avanços em tecnologia e produtividade.
O programa Bom Dia, Ministro contou com a participação de rádios e portais de diferentes estados, ampliando o alcance do debate sobre mercado de trabalho, direitos trabalhistas e políticas públicas no país.






