O Brasil gerou 255.321 novos empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e refletem o avanço do mercado de trabalho no país.
No acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, foram criados 370.339 postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos chegou a 48.837.602 trabalhadores, representando crescimento de 2,2%.
Já no acumulado de 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o saldo positivo é de 1.047.024 empregos formais, reforçando a trajetória de recuperação e crescimento econômico.
Desempenho por estados
Em fevereiro, 24 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo. O destaque foi São Paulo, com 95.896 vagas, seguido por Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874).
Por outro lado, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba apresentaram saldo negativo no período.
Setores impulsionam geração de vagas
Todos os cinco grandes setores da economia tiveram desempenho positivo. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 177.953 vagas, impulsionado principalmente pelas áreas de educação, serviços administrativos, transporte e armazenagem, além de alojamento e alimentação.
A Indústria criou 32.027 postos, com destaque para a fabricação de produtos de carne, processamento de fumo e produção de calçados. Já a Construção registrou 31.099 novas vagas, puxadas por obras de infraestrutura e construção de edifícios.
Na Agropecuária, foram gerados 8.123 empregos, com destaque para o cultivo de maçã e uva. O setor de Comércio também apresentou resultado positivo, com 6.127 novos postos, especialmente no atacado de alimentos e matérias-primas agrícolas.
Perfil dos trabalhadores
O saldo foi positivo tanto para mulheres quanto para homens, com destaque para o público feminino, que ocupou 155.064 vagas. Jovens de até 24 anos concentraram 163.056 postos, o equivalente a 63,9% do total.
Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram a ocupação das vagas, seguidos por profissionais com nível superior.
Salários apresentam variação
O salário médio real de admissão em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.346,97, com queda de 2,3% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2025, houve aumento de 2,75%.
Entre os trabalhadores considerados típicos, o rendimento médio foi de R$ 2.393,17, enquanto os não típicos registraram média de R$ 2.072,75.






