O Governo de Santa Catarina, no Brasil, apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) o Balanço Geral de 2025, documento que detalha a gestão fiscal e orçamentária dos poderes públicos ao longo do último ano. O relatório aponta equilíbrio nas contas públicas e destaca a aplicação de R$ 5,9 bilhões em investimentos, com crescimento de 34% em relação a 2024.
A entrega oficial foi realizada com foco na transparência e no planejamento da administração pública, consolidando os dados em quatro volumes que somam cerca de 3 mil páginas. O material agora passa por análise técnica do órgão de controle, que emitirá parecer para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
De acordo com os dados apresentados, o Estado manteve as contas em dia e as despesas sob controle, com ampliação de recursos em áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura. Entre os destaques, está o investimento de R$ 3,2 bilhões no Programa Estrada Boa, voltado à melhoria da malha rodoviária.

Na área da saúde, houve a maior aplicação da história estadual, com R$ 7,1 bilhões — equivalente a 16,2% da arrecadação de impostos, acima do mínimo constitucional. Já a educação recebeu R$ 11,8 bilhões, também superando o percentual obrigatório, com destaque para programas de acesso ao ensino superior.
O relatório evidencia ainda a execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social, com investimentos acumulados de R$ 13,2 bilhões nos três primeiros anos de gestão. Segundo o documento, os recursos foram direcionados para projetos estruturantes e ações de impacto direto na qualidade de vida da população.
A arrecadação tributária estadual atingiu R$ 57,3 bilhões em 2025, registrando crescimento nominal de 6,8%. O resultado foi obtido sem aumento de impostos, refletindo o desempenho da economia e estratégias de incentivo ao mercado e à atração de investimentos.
Entre as iniciativas, programas como Prodec, Pró-Emprego e o Tratamento Tributário Diferenciado contribuíram para a aprovação de 193 projetos, com previsão de R$ 14,4 bilhões em aportes privados e geração de mais de 46 mil empregos até 2028.

O relatório também aponta controle nas despesas com pessoal, que totalizaram R$ 23,5 bilhões, com crescimento inferior à média histórica. A medida integra a estratégia de responsabilidade fiscal, aliada à manutenção de investimentos e ampliação de serviços públicos.
A gestão fiscal do Estado segue reconhecida nacionalmente, com nota máxima em indicadores do Tesouro Nacional e melhora na classificação de crédito pela agência S&P Global Ratings, reforçando a confiança na capacidade financeira e no ambiente de negócios.






