Economia do Mar impulsiona empregos e representa 8,5% da força de trabalho em Santa Catarina

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A Economia do Mar consolida-se como um dos principais motores de desenvolvimento econômico em Santa Catarina, sendo responsável por cerca de 250 mil empregos formais — o equivalente a 8,5% da força de trabalho no estado.

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina, com base em dados do Novo Caged, os setores ligados ao uso produtivo do mar criaram quase 6 mil novas vagas com carteira assinada entre março de 2025 e fevereiro de 2026. O número representa 13% do saldo total de empregos formais no período.

O desempenho reforça a relevância estratégica do setor para o mercado de trabalho e evidencia o papel da atividade marítima como eixo de crescimento e geração de renda.

O levantamento foi apresentado durante o Blue Nautical HUB Brasil 2026, realizado na capital Florianópolis, dentro do III Simpósio Internacional Economia Azul. O encontro reuniu representantes da indústria, comércio, serviços, turismo náutico, inovação e empreendedorismo, com foco na ampliação de oportunidades e conexões no setor.

Desempenho supera média nacional
Os dados apontam que o desempenho catarinense supera a média nacional, que registrou 12% do saldo de empregos formais no mesmo período. Apenas em fevereiro de 2026, foram gerados 1.929 novos vínculos formais no estado, o que corresponde a 11% do total dessas atividades no país.

O estado lidera nacionalmente segmentos como pesca e processamento de pescado, concentrando 45% dos empregos formais nessa área e 27% nas atividades de preservação e fabricação de produtos derivados.

Além disso, ocupa posições de destaque em áreas como fabricação de equipamentos industriais, construção de embarcações e produção de artefatos para pesca e esporte, fortalecendo a diversificação do setor industrial ligado ao ambiente marítimo.

Perfil do emprego e setores em destaque
Entre os segmentos com maior geração de vagas, destacam-se atividades de armazenamento, carga e descarga, que registraram 1.744 novas ocupações. Na sequência aparecem manutenção de máquinas e equipamentos e fabricação de produtos alimentícios.

Os dados indicam que cerca de 65% das novas contratações foram realizadas por micro e pequenas empresas, enquanto médias e grandes organizações responderam por 35%. O equilíbrio de gênero também chama atenção, com 51% das vagas ocupadas por homens e 49% por mulheres.

Expansão contínua e aumento de renda
Informações da RAIS mostram que, ao longo da última década, o setor apresentou crescimento de 25% no número de empregos formais em Santa Catarina, com a criação de quase 50 mil novas vagas — desempenho superior à média nacional.

O número de estabelecimentos ligados à atividade também avançou, passando de 15.871 em 2014 para 23.515 em 2024, o que representa alta de 48%. Já a massa salarial mensal alcança cerca de R$ 1,158 bilhão, evidenciando o impacto direto na economia regional.

Crescimento regional e interiorização
A distribuição dos empregos mostra concentração em regiões como a Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí e Nordeste catarinense, que somam 61% dos vínculos formais do setor.

Por outro lado, regiões como o Extremo Oeste e a Região de Laguna apresentaram os maiores índices de crescimento na última década, indicando expansão e interiorização da atividade.

Os municípios de Florianópolis, Joinville e Itajaí concentram o maior número de trabalhadores formais, somando mais de 82 mil vínculos e reforçando o protagonismo dessas cidades no cenário da economia azul.

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