Santa Catarina registrou saldo positivo de 3.510 empregos com carteira assinada em abril de 2026, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (28).
Três dos cinco grandes setores econômicos analisados apresentaram crescimento no estado durante o período. O segmento de Serviços liderou a geração de vagas, com abertura de 2.136 postos formais. Na sequência aparecem os setores da Construção, com 1.853 vagas, e da Indústria, responsável pela criação de 1.612 empregos.
Os setores de Comércio e Agropecuária encerraram o mês com saldo negativo, registrando respectivamente menos 310 e menos 1.781 vagas.
Entre os municípios catarinenses, Joinville liderou a geração de empregos formais em abril, com saldo de 645 novas vagas. Em seguida aparecem Itajaí (622), Governador Celso Ramos (472), Navegantes (403) e Araranguá (374).
No recorte por gênero, as mulheres ocuparam a maior parte das vagas abertas no estado, preenchendo 2.065 postos formais. Os homens responderam por 1.445 novas admissões com carteira assinada.
A faixa etária com melhor desempenho foi a de jovens entre 18 e 24 anos, que ocuparam 3.355 vagas no período. Em relação ao grau de instrução, trabalhadores com ensino médio completo lideraram o saldo positivo, com 3.348 novos vínculos formais.
No cenário nacional, o mercado de trabalho brasileiro criou 85.888 empregos formais em abril de 2026. O resultado é fruto de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos registrados no período.
No acumulado do ano, entre janeiro e abril, o país contabilizou 699.762 novas vagas formais, representando crescimento de 1,5% no estoque de empregos com carteira assinada.
Entre os estados brasileiros, São Paulo apresentou o maior saldo de empregos em abril, com 20,2 mil postos criados, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Regionalmente, a Região Sudeste liderou a geração de empregos no país, com saldo de 44,5 mil vagas. A Região Sul registrou saldo positivo de 4,4 mil postos formais no período.
No Brasil, o setor de Serviços também liderou a geração de empregos, impulsionado principalmente pelas atividades de administração pública, informação e transporte.
O salário médio real de admissão no país foi de R$ 2.386,56 em abril, apresentando crescimento de 0,7% em relação ao mês anterior e alta de 1,8% na comparação anual.
Os dados reforçam o desempenho positivo do mercado de trabalho formal e a recuperação de setores estratégicos da economia brasileira, especialmente nas áreas de serviços, infraestrutura e atividade industrial.






