O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, defendeu o reconhecimento das pioneiras do futebol feminino brasileiro como uma reparação histórica necessária para valorizar atletas que enfrentaram décadas de preconceito e ajudaram a construir a modalidade no país.
Em artigo publicado após a sanção da Lei Geral da Copa do Mundo Feminina 2027, o ministro destacou que o Brasil é reconhecido mundialmente como o país do futebol, mas ressaltou que a trajetória das mulheres no esporte foi marcada por obstáculos muito diferentes daqueles enfrentados pelos homens.
Segundo ele, enquanto gerações de craques consolidaram a imagem do futebol masculino brasileiro no cenário internacional, as mulheres precisaram lutar contra barreiras sociais e institucionais para conquistar espaço dentro dos gramados.
Proibição marcou a história da modalidade
O texto relembra que o futebol praticado por mulheres chegou a ser proibido no Brasil em 1941. A restrição permaneceu por mais de quatro décadas, até que a modalidade fosse oficialmente regulamentada em 1983.
De acordo com o ministro, a proibição representou um dos períodos mais difíceis para o desenvolvimento do esporte feminino no país, obrigando atletas a enfrentarem preconceitos e limitações para continuar praticando a modalidade.
Mesmo diante das restrições, muitas jogadoras mantiveram vivo o futebol feminino em campos de várzea, clubes locais e competições informais, contribuindo para a evolução do esporte nas décadas seguintes.
Lei prevê reparação histórica às atletas pioneiras
A nova legislação estabelece o reconhecimento oficial das jogadoras que participaram do torneio experimental realizado pela FIFA em 1988, na China, e da primeira Copa do Mundo Feminina, disputada em 1991.
A medida integra as ações preparatórias para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e busca valorizar atletas que contribuíram para o crescimento da modalidade em um período de pouca visibilidade e apoio institucional.
Segundo Paulo Henrique Cordeiro, muitas dessas jogadoras nunca receberam o devido reconhecimento pelos resultados alcançados e pelo papel desempenhado na consolidação do futebol feminino brasileiro.
Entre os marcos históricos lembrados está a conquista da medalha de bronze pela seleção brasileira no torneio experimental da FIFA em 1988, considerado um momento fundamental para o desenvolvimento da modalidade.
Legado para o futuro do futebol feminino
O ministro afirma que a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para ampliar investimentos, fortalecer a participação das mulheres no esporte e consolidar um legado social e esportivo para as próximas gerações.
Além da preparação para o torneio, a legislação busca preservar a memória das atletas que abriram caminho para o crescimento do futebol feminino no país.
Para o titular da pasta, o reconhecimento das pioneiras representa um passo importante para corrigir uma injustiça histórica e garantir que suas contribuições permaneçam registradas na história do esporte brasileiro.






