O Brasil apresentou, nesta segunda-feira (27/7), novas estratégias de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada pela primeira vez na América do Sul. Entre os destaques está a proposta de incorporação da PrEP injetável de longa duração, que será analisada em agosto pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
O medicamento é administrado a cada dois meses e representa uma nova alternativa para ampliar as opções de prevenção disponíveis à população. A proposta foi encaminhada à comissão, responsável por avaliar a incorporação de novas tecnologias à rede pública de saúde.
Prevenção combinada amplia proteção contra o HIV
Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, indicada para pessoas que não vivem com o vírus, mas que apresentam maior risco de exposição à infecção. A escolha da estratégia de prevenção é realizada de forma individualizada, considerando as necessidades e as condições de cada usuário.
O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à prevenção do HIV, incluindo pesquisas conduzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com instituições privadas para o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada.
Além da PrEP, a rede pública disponibiliza preservativos, gel lubrificante, PEP, testagem rápida, autotestes, tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional às pessoas que vivem com HIV.
Brasil é reconhecido por eliminar transmissão vertical do HIV
Em dezembro de 2025, o Brasil recebeu certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo avanço na eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública.
O reconhecimento foi concedido após o país manter a taxa de transmissão abaixo de 2%, registrar incidência inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos e alcançar cobertura superior a 95% no pré-natal, na testagem e no tratamento de gestantes que vivem com HIV.






