O Centro de Fisioterapia e Reabilitação (CEFIR), localizado no bairro São Domingos, em Navegantes, se consolidou como referência municipal em reabilitação física, oferecendo atendimentos 100% gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade atende aproximadamente 230 pacientes por dia e conta com uma equipe de 15 fisioterapeutas concursados.
Os serviços contemplam desde casos ortopédicos e traumáticos até pacientes neurológicos, idosos, crianças, além de pessoas com doenças reumatológicas, cardiopulmonares e uroginecológicas. A atuação também se estende à organização da rede assistencial, em integração com Unidades Básicas de Saúde, médicos especialistas, Navega Movi, Braços do Bem e demais serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Navegantes e da Fundação Municipal de Esportes.
A fisioterapeuta, gerente de reabilitação e responsável técnica da unidade, Aline Vieira, destaca que melhorias internas foram implementadas nos últimos anos, com reorganização de fluxos, padronização de protocolos e fortalecimento da gestão das filas de espera. Segundo ela, as medidas ampliaram a resolutividade dos atendimentos e reduziram o tempo de espera de pacientes prioritários.
O centro também investe em capacitação contínua, com treinamentos mensais voltados à educação permanente e atualização científica da equipe. A proposta, segundo a gestão, é garantir um atendimento mais moderno, seguro e qualificado.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Kasai, reforça o papel estratégico da unidade na rede pública. “O Cefir é um serviço estratégico dentro da Rede Municipal de Saúde, desempenhando um papel fundamental na reabilitação física e funcional dos pacientes. Investir em reabilitação é promover cuidado integral e ampliar a qualidade de vida da população”, afirmou.
Redução de filas e organização do atendimento
O CEFIR também registra avanços na gestão do acesso à reabilitação, sendo uma das áreas com menor tempo de espera na rede municipal e entre os municípios da região da AMFRI. A melhoria é atribuída à organização dos fluxos assistenciais e à integração entre os serviços de saúde.
De acordo com Aline Vieira, o acolhimento qualificado é um dos diferenciais da unidade, permitindo avaliação individualizada, definição de prioridade clínica e encaminhamento para outros programas de saúde quando necessário.
Outro desafio apontado pela gestão é a ausência de pacientes em atendimentos agendados sem aviso prévio. Segundo a unidade, cada falta representa uma vaga que poderia ser destinada a outro paciente em espera.
Para enfrentar essa situação, foram adotadas regras de organização, como tolerância máxima de 10 minutos de atraso e limite de uma falta injustificada a cada ciclo de 10 sessões, com exceções mediante comprovação médica ou justificativa formal.
A gestão reforça que as medidas têm caráter organizacional e buscam ampliar o aproveitamento das vagas, garantindo maior eficiência no atendimento e redução das filas de espera.






