O Brasil se prepara para sediar a primeira edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA na América do Sul em 2027. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira (17/6), o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o principal impacto do torneio será sociocultural, com ações voltadas à inclusão de meninas e ao enfrentamento da desigualdade histórica entre o futebol feminino e masculino.
“O maior legado que nós vamos ter dessa Copa não é um legado de infraestrutura física, de equipamentos do esporte, é uma mudança de visão, uma mudança sociocultural. É uma mudança de como se encara o futebol masculino e feminino, de incluir mais meninas e jovens com essa concepção de gênero, fazer com que as mulheres possam efetivamente estar no futebol”, destacou.
No início deste mês, foi sancionada a Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421), considerada um marco para a realização da competição no Brasil. A legislação estabelece regras para a organização do torneio, garantindo segurança jurídica, operacional e institucional. Além disso, incorpora princípios alinhados às políticas públicas do Governo Federal, com foco no legado para as mulheres, promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino.
CONTAGEM REGRESSIVA
O ministro pontuou que as ações de divulgação do torneio já estão em andamento. Uma das iniciativas envolve um evento de lançamento na cidade de Miami, nos Estados Unidos, no dia 24 de junho, marcando a contagem regressiva de um ano para o início dos jogos.
“A Copa do Mundo não começa no apito inicial do primeiro jogo, ela inicia cerca de dois anos antes. Para que nós possamos ter aquele espetáculo perfeito, é necessário que nós tenhamos toda uma caminhada. E é nessa caminhada que nós estamos hoje”, disse Paulo Henrique Cordeiro.
DESCENTRALIZAÇÃO
Embora a competição conte com oito cidades-sede oficiais no Brasil devido aos critérios de infraestrutura da FIFA, o Governo Federal pretende ampliar a participação de outras localidades brasileiras. Segundo o ministro, cidades fora do eixo principal serão utilizadas como locais de treinamento, acolhimento de delegações e recepção de torcidas.
“Nós vamos levar o futebol feminino para todos os espaços. Os estados em que as capitais não serão uma sede, nós vamos ter também outros espaços para treinamento, ou para acolhimento das torcidas e das diversas delegações que estarão chegando no Brasil”, ressaltou.
“O esporte perpassa todas as fronteiras, o esporte é uma linguagem universal. E a nossa ideia é atingir os mais de 5 mil municípios que nós temos no Brasil”, completou.
INCLUSÃO SOCIAL
Durante a entrevista, o ministro defendeu o esporte como ferramenta de inclusão social, saúde preventiva e fortalecimento da segurança pública, contribuindo para afastar jovens da vulnerabilidade social e do crime organizado.
A estratégia da atual gestão, segundo ele, prioriza a descentralização e o direcionamento de políticas públicas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“O esporte é uma estrutura composta por várias ferramentas que promovem a inclusão social, saúde preventiva, lazer e, principalmente, a formação cidadã, garantindo que tenhamos meninos e meninas longe do crime. O foco da implantação, da implementação de políticas públicas de esporte, para a gente, são as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, pontuou.
INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE
Dentro das ações voltadas à inclusão e acessibilidade, foi destacado o programa TEAtivo, criado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desenvolvido em parceria estratégica com a Apae Brasil, o programa oferece atividades esportivas adaptadas, auxiliando no desenvolvimento motor, cognitivo, na atenção, socialização e autorregulação emocional dos participantes.
Inicialmente implantado na Região Nordeste, o programa já atende 1.840 estudantes e foi expandido para a Região Norte, alcançando 1.200 famílias.
A iniciativa oferece um ambiente seguro e acolhedor para os participantes e também contribui para identificar novos casos que necessitam de acompanhamento. O planejamento prevê a expansão para 11 capitais, com baixo custo de implementação e ampliação do atendimento.
“Com o programa, não só os jovens alcançam um nível de inclusão social, mas os pais e as mães, que têm a tranquilidade de ver os filhos assistidos e poder trabalhar sabendo que os meninos e meninas estão em ambiente acolhedor. E o TEAtivo também consegue diagnosticar outros jovens que não estão entre os participantes”, destacou Paulo Henrique Cordeiro.
QUEM PARTICIPOU
O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Participaram nesta quarta-feira (17/6) a Rádio Bandnews Difusora (Manaus); Rádio Verdinha (Fortaleza); Portal Midiamax (Campo Grande); Rádio FM Mauá (Mauá); Portal Radar Baiano (Salvador); Rádio Oceano (Rio Grande); Portal O Tempo (Belo Horizonte); e Portal Imirante (São Luís).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República






