Desemprego no Brasil cai a 5,6% e atinge menor patamar desde 2012, aponta IBGE

Desemprego no Brasil cai a 5,6% e atinge menor patamar desde 2012, aponta IBGE

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
desemprego no Brasil,dados IBGE,carteira assinada recorde,mercado de trabalho 2025

A taxa de desemprego no Brasil encerrou o trimestre até setembro em 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012 para o período. Houve retração em ambas as comparações: -0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,8%) e -0,8 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2024 (6,4%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 31 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que a população desocupada (6 milhões) registrou o menor contingente da série histórica — queda de 3,3% (menos 209 mil pessoas) no trimestre e 11,8% (menos 809 mil) na comparação anual. Já a população ocupada (102,4 milhões) permaneceu estável no trimestre e avançou 1,4% (1,4 milhão) no ano, atingindo novo recorde.

“O nível de ocupação em patamares elevados indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025”, afirma Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Subutilização e desalento

A taxa composta de subutilização caiu para 13,9%, a menor da série. Houve recuo de -0,5 p.p. ante o trimestre anterior (14,4%) e de -1,8 p.p. frente ao mesmo período de 2024 (15,7%). A população subutilizada chegou a 15,8 milhões, o menor volume desde dezembro de 2014, com redução de 4% no trimestre e 11,4% no ano.

O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,6 milhões, menor nível desde dezembro de 2015, com queda anual de 14,1% (menos 434 mil pessoas).

Rendimento e mercado formal

A massa de rendimento médio real atingiu R$ 354,6 bilhões — recorde histórico — com estabilidade no trimestre e alta de 5,5% (R$ 18,5 bilhões) no ano. O rendimento médio real habitual também foi recordista, estável no trimestre e com crescimento anual de 4%.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada renovou o maior patamar já registrado, chegando a 39,2 milhões — estabilidade no trimestre e alta de 2,7% (mais 1 milhão de pessoas) em relação ao ano anterior. No setor público, o contingente foi de 12,8 milhões, estável no trimestre e com aumento de 2,4% (299 mil pessoas) no ano.

Dados do Caged reforçam movimento

Os resultados do IBGE estão alinhados aos números do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 30 de outubro. Entre janeiro e setembro de 2025, o país registrou saldo de 1,7 milhão de vagas com carteira assinada. O estoque de vínculos formais chegou a 48,9 milhões — número superior ao total de trabalhadores formais porque uma pessoa pode ter mais de um registro ativo.

Relacionados
plugins premium WordPress