Durigan anuncia medidas para evitar alta da gasolina e do etanol no Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

Durigan anuncia medidas para evitar alta da gasolina e do etanol no Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Dario Durigan,Ministério da Fazenda,Governo do Brasil,gasolina no Brasil,etanol no Brasil,guerra no Oriente Médio,combustíveis Brasil,preço da gasolina,preço do etanol,diesel Brasil,biodiesel,Querosene de Aviação,ICMS combustíveis,petróleo internacional,economia brasileira,mercado energético,política fiscal,abastecimento de combustíveis,subsídio combustíveis,inflação combustíveis Brasil

O Dario Durigan, titular do Ministério da Fazenda, afirmou nesta quarta-feira (06/05) que o Governo do Brasil trabalha para impedir que os impactos da guerra no Oriente Médio provoquem aumento nos preços da gasolina, do etanol e de outros combustíveis no país.

A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, quando o ministro detalhou medidas econômicas e negociações em andamento com o Congresso Nacional.

“Não vamos deixar o efeito da guerra chegar de maneira avassaladora na nossa população”, afirmou Durigan durante a entrevista.

Governo negocia compensação tributária para combustíveis

Segundo o ministro, o governo discute com o Congresso uma autorização para utilizar receitas extraordinárias geradas pela alta internacional do petróleo como forma de compensar tributos e evitar reajustes nos combustíveis.

A proposta envolve a utilização do aumento de arrecadação obtido com a exportação de petróleo bruto para reduzir a carga tributária incidente sobre gasolina e etanol, preservando a neutralidade fiscal.

De acordo com Durigan, o Brasil possui forte resiliência energética e capacidade exportadora, o que permite transformar o cenário internacional em uma estratégia de proteção ao consumidor.

“Se a guerra traz aumento de arrecadação porque o petróleo aumenta, vamos usar esse recurso para melhorar a vida da população, mantendo todos os compromissos fiscais”, destacou.

Medidas incluem diesel, biodiesel e combustível de aviação

O ministro lembrou que o governo já adotou uma série de ações para minimizar os impactos do conflito internacional sobre o mercado interno de energia.

Entre as medidas estão a subvenção do ICMS na importação de diesel, acordada com estados, além da retirada do tributo federal sobre o Querosene de Aviação (QAV).

Também foram anunciados incentivos para a produção nacional de diesel, com foco na garantia do abastecimento energético e na proteção de setores estratégicos da economia.

Abastecimento preocupa setor logístico e agronegócio

Durigan destacou ainda que o governo monitora o abastecimento de combustíveis para evitar impactos sobre o transporte rodoviário e o agronegócio, especialmente durante o período de escoamento da safra.

Segundo ele, a falta de diesel poderia gerar efeitos em cadeia na logística nacional, afetando o transporte de cargas e a distribuição de alimentos.

“No Brasil, esse risco não existe neste momento, justamente pelas medidas que estamos adotando”, afirmou.

Gás de cozinha também recebeu medidas de proteção

Além dos combustíveis, o ministro informou que o governo implementou ações voltadas ao gás de cozinha, considerado essencial para milhões de famílias brasileiras.

A estratégia incluiu subvenções para importação, buscando evitar repasses ao consumidor final e garantir maior estabilidade no mercado interno.

As medidas reforçam a atuação federal para proteger setores estratégicos da economia brasileira, manter a estabilidade fiscal e reduzir os impactos da crise internacional sobre o custo de vida da população.

Relacionados