A Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí promoveu uma ação de conscientização sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes ou pods, entre adolescentes. A atividade educativa aconteceu na tarde desta terça-feira (27), na Escola Básica João Paulo II, no bairro Cordeiros, em Itajaí. O encontro reuniu duas turmas do 9º ano para uma conversa sobre os efeitos desses dispositivos na saúde e as consequências do consumo de nicotina durante a adolescência.
Profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) Votorantim e acadêmicos do curso de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que realizam estágio na unidade, esclareceram dúvidas dos estudantes de maneira acessível e acolhedora.
“As professoras trazem bastante essa preocupação para a unidade, porque os alunos estão utilizando esses dispositivos e, muitas vezes, não têm consciência do que estão consumindo. Por isso, trouxemos os acadêmicos de Medicina para conversar, tirar dúvidas e abordar de uma forma mais humana e acolhedora o uso de tabaco, maconha e pods”, explicou a dentista Marina Gaertner, da unidade de saúde.
Os estudantes receberam orientações sobre os riscos associados aos cigarros eletrônicos. Geralmente apresentados com aromas e sabores variados, esses produtos podem se tornar ainda mais atraentes para o público jovem.
Apesar da aparência moderna e da ausência da fumaça característica dos cigarros convencionais, os vapes não são inofensivos. Os dispositivos aquecem líquidos que podem conter nicotina e outras substâncias químicas prejudiciais à saúde. O aerossol inalado também pode apresentar partículas finas e metais potencialmente tóxicos.
Entre os principais riscos estão a dependência de nicotina, problemas respiratórios, alterações cardiovasculares e possíveis prejuízos ao desenvolvimento cerebral. Durante a adolescência, período em que o cérebro ainda está em formação, a exposição à substância pode comprometer funções relacionadas à atenção, aprendizagem, humor e controle dos impulsos.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a fabricação, importação, comercialização e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, conforme estabelece a Resolução RDC nº 855/2024.
Ao levar informações diretamente ao ambiente escolar, a iniciativa busca estimular escolhas conscientes, ampliar o diálogo com os adolescentes e contribuir para a promoção da saúde pública e da qualidade de vida dos jovens do município.






