Festival de Cinema de Jaraguá do Sul amplia atuação e fortalece a economia criativa no Norte de Santa Catarina

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O Festival de Cinema de Jaraguá do Sul chega à sua 9ª edição em uma nova fase de expansão, consolidando-se como uma plataforma de formação cultural, articulação institucional e fortalecimento da economia criativa no Norte de Santa Catarina.

Mais do que uma mostra competitiva anual, o evento passa a ampliar sua atuação ao longo do ano, promovendo ações voltadas à circulação de ideias, formação de público, aproximação com escolas e fortalecimento do setor audiovisual regional.

A mudança de posicionamento começou nas últimas edições, com a ampliação das inscrições, mobilização nas redes sociais, diálogo com realizadores de diferentes estados e desenvolvimento de ações culturais pré-festival. A proposta é fortalecer a presença de Jaraguá do Sul no circuito nacional do audiovisual e ampliar o alcance da programação.

Uma das novidades para 2026 é a criação da 1ª Mostra de Curtas Escolares, direcionada a estudantes da rede estadual de ensino. A iniciativa busca aproximar o audiovisual do ambiente escolar, estimulando criatividade, educação cultural e formação de novos públicos.

A proposta foi articulada pelo idealizador Isaac Huna em parceria com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), a Coordenadoria Regional de Educação e a comissão organizadora do evento. A ação amplia a integração entre cultura e educação, permitindo que estudantes tenham contato prático com a linguagem audiovisual.

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Além das atividades culturais, o festival também amplia sua atuação institucional. Isaac Huna intensificou a participação em conselhos, fóruns culturais e debates sobre políticas públicas voltadas ao setor cultural.

O evento também passa a integrar a programação oficial das comemorações dos 150 anos de Jaraguá do Sul, previstas para ocorrer entre 24 e 26 de julho de 2026, reforçando a conexão do festival com a agenda cultural do município.

O reposicionamento do festival busca integrar áreas como cultura, turismo, educação e desenvolvimento territorial, utilizando o audiovisual como ferramenta de mobilização social, geração de oportunidades e fortalecimento da identidade regional.

A estrutura organizacional acompanha o crescimento do projeto. Realizado pela Frame Latino, o festival vem ampliando sua equipe, fortalecendo a curadoria e mantendo um modelo competitivo dividido em categorias como longas-metragens, médias-metragens, curtas-metragens e videoclipes.

“Queremos atrair ainda mais produções de diferentes regiões do país e elevar o nível do festival, aproximando-o de eventos mais consolidados”, afirmou Isaac Huna.

Os números reforçam o crescimento do evento. Em 2025, o festival recebeu 600 obras inscritas de 22 estados brasileiros. Desde sua criação, em 2018, aproximadamente 2,8 mil produções já participaram das seleções. Para 2026, a mostra competitiva já ultrapassou a marca de 300 inscrições.

Além das exibições, a programação inclui oficinas, debates, encontros e atividades formativas voltadas à conexão entre realizadores, estudantes, profissionais do setor e público em geral.

“Com isso, o festival amplia sua função cultural e passa a contribuir também para o fortalecimento da cadeia criativa local”, destacou o idealizador.

Isaac Huna, produtor independente argentino radicado no Brasil há cerca de 40 anos, possui trajetória ligada ao audiovisual e à gestão cultural. Entre os trabalhos desenvolvidos estão a criação do desenho infantil Turma da Xuxinha e a produção do seriado Entes Paralelos. Ele também integrou o Conselho Cultural da Concultura da SECEL entre 2021 e 2026.

Segundo Huna, o crescimento do festival também impõe desafios relacionados à governança e à sustentabilidade do projeto no longo prazo.

“A centralidade da liderança tem sido fundamental para o crescimento do festival, mas também aponta a necessidade de estruturar uma governança capaz de reduzir dependências individuais”, afirmou.

Para o organizador, a consolidação do evento depende da ampliação de parcerias e da construção de uma estrutura permanente capaz de sustentar o desenvolvimento do projeto.

“Se bem-sucedido, o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul pode se firmar como um dos principais polos emergentes do audiovisual no Sul do Brasil”, concluiu.

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