Florianópolis se torna a 4ª cidade do Brasil com mais empregos em tecnologia e amplia peso do setor no PIB

Florianópolis se torna a 4ª cidade do Brasil com mais empregos em tecnologia e amplia peso do setor no PIB

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A Florianópolis consolidou sua posição entre os principais polos de Tecnologia do país ao alcançar a quarta colocação no ranking nacional de empregos formais no setor. A capital de Santa Catarina ultrapassou cidades como Belo Horizonte, Manaus e Barueri, chegando a 45,6 mil postos de trabalho em tecnologia em 2024.

Os dados fazem parte da nova edição do Observatório de Inovação de Florianópolis, levantamento realizado pela Rede de Inovação Florianópolis, iniciativa desenvolvida em parceria entre a Associação Catarinense de Tecnologia e a Prefeitura da capital catarinense.

Atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, Florianópolis registrou crescimento superior a 70% no número de empregos em tecnologia nos últimos quatro anos. Em 2020, eram 26,8 mil vagas formais no setor. Em 2024, o total chegou a 45,6 mil.

Segundo o secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação, Juliano Richter Pires, o resultado é reflexo de uma estratégia construída com integração entre setor público, universidades, centros de inovação e iniciativa privada.

“O crescimento da tecnologia mostra que estamos consolidando uma economia mais diversificada, inovadora e sustentável, capaz de gerar empregos qualificados e atrair investimentos”, afirmou.

O levantamento aponta que Florianópolis teve crescimento de 9,6% nos empregos de tecnologia em 2024, o segundo maior índice entre os 20 principais polos brasileiros do setor. O avanço representou mais de 4 mil novas vagas diretas em apenas um ano.

Para Diego Ramos, presidente da ACATE, o desempenho é resultado de décadas de construção do ecossistema de inovação da capital catarinense.

Além do crescimento nacional, Florianópolis ampliou sua participação dentro do setor tecnológico estadual. Em 2019, a cidade concentrava 39,2% dos empregos de tecnologia de Santa Catarina. Em 2024, esse percentual chegou a 45,4%.

Os dados também revelam mudanças importantes na composição econômica da capital. Entre 2008 e 2024, o setor de tecnologia ampliou continuamente sua participação nos empregos formais do município.

Enquanto a administração pública caiu de quase 40% para 29,2% da participação nos empregos formais, a tecnologia alcançou 11,4%, superando segmentos tradicionais como comércio e turismo.

A maior parte das vagas está concentrada na área de serviços. O segmento de tratamento de dados lidera, com 25,8 mil empregos formais, seguido pelo desenvolvimento de software, com 14,8 mil postos de trabalho.

A expectativa é de continuidade no crescimento do setor. Segundo projeções da Rede de Inovação Florianópolis, a capital catarinense deve abrir mais de 37,5 mil vagas em tecnologia até 2027, sendo 17,3 mil ainda neste ano.

Tecnologia representa 25% do PIB de Florianópolis

Além da geração de empregos, Florianópolis também se destaca pelo peso econômico da tecnologia na economia local. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o setor representa 25% do Produto Interno Bruto da cidade, colocando a capital catarinense na segunda posição nacional nesse indicador, atrás apenas de Barueri.

O percentual coloca Florianópolis à frente de centros tradicionais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2024, as empresas de tecnologia da capital movimentaram R$ 12,8 bilhões, garantindo à cidade o décimo maior faturamento do setor no país.

Entre 2020 e 2024, o faturamento do segmento cresceu 22,7% em Florianópolis, o melhor desempenho entre as capitais da Região Sul.

O número de empresas também reforça a consolidação do polo tecnológico. Entre 2018 e 2024, a quantidade de companhias do setor saltou de 2.029 para 6.433.

Em termos proporcionais, Florianópolis aparece como a segunda cidade brasileira com maior densidade de empresas de tecnologia, com 12 companhias para cada mil habitantes.

Recentemente, o ecossistema da capital catarinense também foi reconhecido nacionalmente ao conquistar, pela segunda vez consecutiva, o prêmio de melhor ecossistema de grande porte no Prêmio Nacional de Inovação, concedido pela CNI e pelo Sebrae.

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