House Mag Festival reúne mais de 70 atrações no Surreal Park, em Camboriú

House Mag Festival reúne mais de 70 atrações no Surreal Park, em Camboriú

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O House Mag Festival chega neste sábado (19) à terceira edição consecutiva no Surreal Park, em Camboriú, com mais de 70 atrações distribuídas entre diferentes estilos e gerações da música eletrônica. A programação reúne nomes nacionais e internacionais e inclui artistas mulheres, PCD, neurodivergentes e representantes indígenas.

A edição de 2026 amplia a dimensão do festival sem abandonar a valorização dos artistas brasileiros e das mulheres. A programação percorre mais de dez vertentes da música eletrônica e diferentes palcos, reunindo artistas consagrados, nomes em ascensão, estreias e representantes de diferentes gerações.

No Ritual, dedicado ao psytrance, estão nomes como Vegas, Neelix, Phaxe, Burn in Noise, Altruism, Adalamoon, Ekanta, Claudinho Brasil, GMS, V.Falabella e Sonic Massala. O palco também marca retornos e estreias de artistas no festival.

A programação reúne diferentes momentos do psytrance, aproximando artistas com décadas de trajetória de projetos que seguem explorando novas possibilidades dentro da música psicodélica. Entre os nomes internacionais estão Neelix, Phaxe e GMS, enquanto artistas brasileiros representam diferentes gerações da cena nacional.

Adalamoon, mexicana radicada no Brasil, também integra essa conexão entre diferentes trajetórias, com uma carreira artística diretamente ligada à cena nacional.

Mulheres no centro

A valorização das mulheres na música eletrônica também ocupa espaço de destaque na edição de 2026. Nomes como Altruism, Adalamoon, Ekanta, Adria, BLANCAh, Bruna Strait, Devochka, Ella Whatt, Elle, Eva Dlong, Fernanda Pistelli, KÁ Seixas, Mai Lawson, Nadja, Nihanna e Olga Korol aparecem em diferentes pontos da programação.

Entre as atrações estão artistas consolidadas no circuito internacional e nomes de uma nova geração. BLANCAh, por exemplo, participa ao lado de Morttagua, reunindo duas trajetórias brasileiras ligadas ao progressive e ao techno melódico nacional.

Bruna Strait representa vertentes próximas ao house e ao tech house, com carreira internacional e passagens por palcos como Rock in Rio e Lollapalooza.

Adria acrescenta referências de acid e indie dance e atua à frente do G/LRS, coletivo voltado à valorização de mulheres na música e na moda. Já Ella Whatt, com mais de 15 anos de trajetória, apresenta uma sonoridade que transita pelo indie dance, progressive e elementos de acidez.

A diversidade também aparece em trajetórias como a de KÁ Seixas, que incorpora referências sonoras do Norte do Brasil, e Nihanna, que fará sua primeira apresentação de progressive trance, iniciando uma nova fase no palco Ritual.

Entre as atrações internacionais femininas estão Olga Korol, ucraniana radicada em Berlim e responsável pela Body Parts Records, e Mai Lawson, argentina com apresentações em diferentes continentes e participações ao lado de nomes do progressive e melodic house.

Inclusão na cabine

A inclusão de artistas PCD e neurodivergentes também faz parte da programação. Aloss, TheozinhoPK e AUTISDAY têm em comum a relação com a House Mag Academy, mas chegam ao festival por trajetórias distintas.

Afonso da Luz Loss, conhecido como Aloss, é DJ e produtor surdo e ex-aluno da House Mag Academy. Após estrear no festival em 2025, retorna em 2026 para uma apresentação no Raw Room.

TheozinhoPK começou sua trajetória na escola aos 10 anos. O artista tem deficiência visual decorrente de glaucoma congênito e encontrou na discotecagem uma forma de desenvolver um sonho relacionado à música. Ele também possui experiências com cajón, percussão e teclado e recebeu uma bolsa integral durante sua formação na Academy.

David, conhecido como AUTISDAY, está no espectro autista e encontrou na música eletrônica uma forma de expressão. Desde que iniciou sua formação na House Mag Academy, em 2025, vem desenvolvendo sua técnica e acumulando experiências como DJ.

Theo e David serão os dois artistas mais jovens a ocupar o palco Ritual nesta edição e abrirão o festival em um B2B inédito. A participação também reforça a conexão entre a House Mag Academy e a descoberta de novos talentos.

Um lineup que atravessa gerações

No Nomad, dedicado ao house e tech house, a programação reúne Fatsync, Miane, Fezzo, Juicce, Devochka, Gustavo Mota e Bruna Strait. O palco conecta artistas brasileiros em ascensão internacional a nomes estrangeiros que chegam pela primeira vez ao país.

Fatsync integra essa nova geração brasileira com alcance internacional, acumulando dezenas de milhões de streams e lançamentos pela Spinnin’ Records, além de receber suporte de artistas como FISHER, Martin Garrix, Don Diablo e Mau P.

O duo FEZZO, formado por Paulo Junior e Amilton Neto, chega após lançamentos por Sony Music UK e TH3RD BRAIN, posições de destaque no Beatport e suporte de artistas como FISHER, Chris Lake, Michael Bibi e Vintage Culture.

Juicce, conhecido por faixas como “Tek Tek Tek”, lançada pela Spinnin’ Records, também integra a programação. Miane, apontada no material como a única mulher no mundo a receber um remix de Chris Lake, fará sua estreia no Brasil.

No Raw Room, a programação passa por house, tech house e outras linguagens contemporâneas, com Ella Whatt, Deeper Purpose, LouLou Players, Lolu Menayed e Eric Terena.

Eric Terena apresenta o conceito de “ancestrônico”, que combina música eletrônica, cantos tradicionais, instrumentos indígenas e sons captados da natureza. Artista do povo Terena, do Mato Grosso do Sul, ele leva referências da cultura indígena para a programação do festival.

No Bells, dedicado ao progressive, melodic house e techno, estão BLANCAh & Morttagua, Fernanda Pistelli, Patrice Bäumel, Mai Lawson e Murphy.

Patrice Bäumel fará sua estreia no festival. O alemão radicado em Lisboa possui uma carreira associada a selos como Kompakt, Afterlife, Anjunadeep, Crosstown Rebels e Get Physical.

Outro nome internacional é Sam Shure, DJ e produtor baseado em Berlim. Com mais de 65 milhões de streams, lançamentos por TAU, Magnifik e CORE, além de colaborações e suportes de artistas como Mind Against, Dixon, Adriatique e CamelPhat, ele integra a programação internacional de 2026.

Diferentes formas de ouvir música

Os palcos possuem identidades próprias, mas a programação cruza house, tech house, progressive, melodic house, techno, indie dance, psytrance e outras vertentes. A proposta permite que o público transite entre diferentes estilos e artistas ao longo do festival.

A variedade também está presente no Church by Botanic, espaço localizado na igreja do Surreal Park, que pelo terceiro ano consecutivo recebe a curadoria da label catarinense Botanic. A programação de house minimalista reúne Per Hammar B2B Olga Korol, Agustin Clark, Botanic Soundsystem, Disco Gang, Discotecaio, Holz, Lofi Department e Gusxtavo.

O encontro entre diferentes estilos amplia as possibilidades de circulação do público entre universos da música eletrônica, reunindo diferentes comunidades em um mesmo espaço.

Com mais de 70 artistas, mais de dez vertentes e representantes de diferentes gerações, a edição de 2026 reúne artistas brasileiros, internacionais e mulheres, além de ampliar a presença de artistas PCD, neurodivergentes e indígenas.

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