O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, no Rio de Janeiro, da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming criado para ampliar o acesso da população ao audiovisual brasileiro. A iniciativa, desenvolvida com tecnologia nacional, reúne mais de 500 obras e recebeu investimento de aproximadamente R$ 9 milhões.
O evento foi realizado na Cidade das Artes durante o Rio2C, um dos principais encontros da economia criativa da América Latina, e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de artistas, produtores culturais e autoridades.
Durante o lançamento, Lula destacou a importância da cultura para a formação da identidade nacional e para a valorização das produções brasileiras.
“A cultura abre horizontes, faz a gente enxergar mais longe e perceber aquilo que antes não era visível. Precisamos ampliar o acesso da população à produção cultural do nosso país”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, a nova plataforma contribuirá para fortalecer o conhecimento sobre a diversidade cultural brasileira e ampliar a visibilidade das produções nacionais. O presidente também ressaltou o impacto econômico do setor cultural, responsável pela geração de empregos e movimentação de diversas cadeias produtivas.
Desenvolvida pelo Ministério da Cultura (MinC) com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a ferramenta foi estruturada como uma política pública voltada ao acesso, preservação, formação e difusão do conteúdo audiovisual produzido no país.
Os investimentos contemplaram licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico, recursos de acessibilidade, curadoria e gestão do projeto entre 2024 e 2025.
A plataforma será integrada ao portal Gov.br e busca ampliar a democratização do acesso à cultura por meio de um catálogo gratuito disponível para toda a população. Inicialmente, o serviço funcionará em versão web, com possibilidade de espelhamento para smart TVs. Aplicativos para Android e iOS deverão ser disponibilizados nas próximas semanas.
A ministra Margareth Menezes afirmou que a iniciativa busca garantir o acesso dos brasileiros às produções culturais nacionais e ampliar a distribuição de conteúdos audiovisuais.
Segundo ela, o setor reúne diversas linguagens artísticas, como música, cinema, animação e séries, além de gerar oportunidades para milhares de profissionais em todo o país.
A plataforma contará com dois formatos de acesso. O Perfil Cidadão será destinado ao uso individual por meio do Gov.br, enquanto o Perfil Direcionado atenderá escolas, bibliotecas, museus, cineclubes, pontos de cultura, mostras e festivais, permitindo exibições coletivas e atividades de formação de público.
Catálogo reúne mais de 500 produções brasileiras
O acervo inicial disponibiliza 555 obras nacionais, entre longas-metragens, médias-metragens, telefilmes, curtas e séries.
Entre os títulos disponíveis estão produções reconhecidas do cinema brasileiro, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Xica da Silva, Carandiru, Olga, Quase Dois Irmãos e As Duas Irenes.
Parte das produções já conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. As demais obras deverão receber adaptações ao longo de 2026.
Parceria amplia acervo público
Durante a cerimônia, também foi firmado um acordo entre o ministério e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para integrar conteúdos do acervo da empresa pública à plataforma.
A parceria prevê a disponibilização de mais de 150 títulos e cerca de 3 mil horas de programação, incluindo conteúdos como Sem Censura, Samba na Gamboa e Xodó de Cozinha.
O acordo terá vigência inicial de 48 meses e contempla ações de integração tecnológica, inovação e compartilhamento de conteúdos relacionados ao desenvolvimento da TV 3.0.
A expectativa do governo é que a plataforma fortaleça a produção audiovisual nacional, amplie o acesso à cultura e contribua para a valorização da diversidade cultural brasileira.






