A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promove um seminário para debater a crise climática e propor soluções baseadas na natureza para enfrentar os impactos ambientais no estado de Santa Catarina.
O evento reúne especialistas, autoridades e representantes de instituições com o objetivo de discutir a mobilização social diante da urgência das mudanças climáticas.
Histórico de desastres climáticos
O estado de Santa Catarina possui um histórico marcado por desastres naturais, como enchentes, enxurradas e ciclones. Entre os episódios mais relevantes estão as enchentes de 1983 e 1984, a catástrofe de 2008, o Furacão Catarina e as chuvas intensas de 2023.
Nos últimos quatro anos, o número de ocorrências cresceu quase 700%, segundo dados da Agência Brasil, reforçando o cenário de alerta para o meio ambiente e a gestão de riscos.
Organização e participação institucional
O seminário é promovido pela Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida), em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, com apoio do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae).
A abertura contou com a participação de representantes do Ministério Público Estadual, além de lideranças institucionais e especialistas da área ambiental.
Soluções baseadas na natureza
O foco do encontro é discutir estratégias de sustentabilidade com base no princípio de que “menos é mais”, priorizando ações como o combate ao desmatamento e a restauração da Mata Atlântica.
Essas iniciativas são apontadas como fundamentais para garantir a conservação da biodiversidade, a segurança hídrica e a resiliência ambiental.
Políticas públicas e relatório estratégico
Durante o seminário, foi apresentado o relatório “A Terra Pede Cuidado”, elaborado pela Comissão de Meio Ambiente da Alesc. O documento reúne propostas construídas a partir das conferências regionais realizadas em Lages, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Chapecó.
Entre os principais temas abordados estão justiça climática, agroecologia, agricultura familiar, transição energética, educação ambiental, financiamento climático e racismo ambiental.
O relatório também propõe alternativas de desenvolvimento sustentável para a região carbonífera, além do fortalecimento da energia solar e da ampliação de áreas de conservação.
Debate técnico e científico
A programação inclui a conferência “Panorama geral das mudanças climáticas”, ministrada por Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora do Observatório do Clima, que destacou a urgência de ações imediatas no enfrentamento da crise.
Na sequência, o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou um diagnóstico das mudanças climáticas no estado, com foco na preservação ambiental e nas políticas públicas.
Construção coletiva de soluções
O seminário se consolida como um espaço de debate, planejamento e articulação institucional, reunindo representantes do poder público, academia, setor produtivo e sociedade civil.
A programação inclui mesas de discussão sobre contribuições institucionais e sociais no enfrentamento da crise climática, além de encaminhamentos estratégicos para políticas ambientais no estado.






