O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Brasília, um pacote de medidas para fortalecer o setor habitacional e ampliar o alcance do Minha Casa, Minha Vida, com a meta de contratação de 3 milhões de moradias até o final de 2026.
As ações incluem um aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social ao programa, elevando o orçamento total da habitação para R$ 200 bilhões em 2026 — um recorde histórico. A medida reforça a estratégia de crescimento econômico aliada à justiça social.
Durante o anúncio, o presidente destacou a importância da moradia como direito fundamental. “Fazer casa, para nós, é uma obrigação. Eu sei o que é morar em enchente”, afirmou.
O novo volume de recursos permitirá a contratação de 1 milhão de unidades habitacionais ainda neste ano. O avanço foi possível após o programa atingir a marca de 2 milhões de moradias contratadas com um ano de antecedência, ainda em 2025, consolidando a política como instrumento de desenvolvimento e redução do déficit habitacional.
Os investimentos priorizam famílias da Faixa 3, com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Segundo o Ministério das Cidades, o programa tem contribuído diretamente para a redução do déficit habitacional no país, que atingiu o menor patamar histórico, com 7,4%, conforme dados da Fundação João Pinheiro.
A Casa Civil destacou a ampliação dos recursos e a eficiência na gestão pública, garantindo o atendimento a todas as faixas de renda — desde famílias de baixa renda até a classe média.
REAJUSTE DAS FAIXAS – Para ampliar o acesso ao financiamento, o governo atualizou os limites de renda:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Classe média: até R$ 13 mil
VALOR DOS IMÓVEIS – Também houve reajuste no teto dos imóveis:
- Faixa 3: até R$ 400 mil (+14%)
- Classe média: até R$ 600 mil (+20%)
REFORMA CASA BRASIL – O programa de melhoria habitacional também foi ampliado, com foco na redução da inadequação das moradias. O público-alvo passou a incluir famílias com renda de até R$ 13 mil.
As condições de financiamento foram flexibilizadas, com taxa de juros reduzida para 0,99% ao ano, aumento do valor máximo das reformas para R$ 50 mil e prazo de pagamento estendido para 72 meses.
IMPACTO ECONÔMICO – A retomada do programa entre 2022 e 2024 retirou 441 mil famílias do déficit habitacional. No campo econômico, a construção civil registrou forte geração de empregos, com 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Além disso, o rendimento médio do setor cresceu acima da inflação em 2026, impulsionado pelo fato de que mais da metade dos lançamentos imobiliários no país estão vinculados ao programa.
As medidas também enfrentam três principais desafios estruturais: coabitação, alto custo do aluguel e moradias precárias, ampliando o acesso à casa própria e fortalecendo a política pública de planejamento urbano.






